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Eu amo o trema

Liliam Freitas

 

Não é apenas uma frase, é uma verdade, aliás, a minha verdade. Uma constatação recente de um amor antigo que remonta a minha adolescência. O trema não é um garoto bonito, engraçado, que gosta de ir ao cinema, que admite gostar de novelas e que ama e escreve sonetos.

 

O Trema é um sinal ortográfico composto por dois pontos um ao lado do outro que ficam sobrepostos a uma vogal para sinalizar que ela forma ditongo (grupo de dois fonemas vogais proferidos numa só sílaba) com a que lhe está mais próxima. Ou melhor, sinal usado sobre o u sonoro e átono de gue, gui, que e qui. Desde a escola diziam que ele estava com os dias contados. Eu ignorava. Havia gente que nem usava e argumentava que não mais se utilizava. Parecia que cheirava passado. Eu gostava e gosto desse passado. Sempre usei sem problema e o farei até quando puder.

 

Com as novas regras na Língua Portuguesa que representam apenas 0,5% da ortografia do idioma, o trema é abolido. São 0,5% mas numa língua é muita coisa. Tadinho do trema. Nós temos quatro anos para se adequar as elas e eu para usar e abusar do trema.

 

Pasquale Cipro Neto, ontem em entrevista no Jornal nacional, falou que a abolição do trema não muda a pronúncia. Ainda bem! E disse mais: “A língua é uma coisa, a ortografia é outra. É só uma reforma ortográfica. Reforma na maneira de grafar as palavras.” (Será que ele se rendeu a Lingüística?!). Então a partir de 1º de Janeiro do ano que vem, não se escreve mais lingüiça e tranqüilo, e sim linguiça e tranquilo. A ortografia muda e a pronúncia continua a mesma, pelo menos a minha. Ah, fica de lembrança o trema no teclado do meu computador. Possivelmente, os novos teclados virão sem ele, e o meu se tornará peça de museu.  Escrevi nesse parágrafo lingüiça e tranqüilo sem trema, o Word tremou as palavras. Será que meu pc assim como e nutre um amor pelo trema?!

 

Há certas críticas a essas mudanças, umas elogiosas e outras nem tanto, umas condenatórias. O objetivo de tentar unificar o idioma é lindo. No continente americano, apenas os brasileiros falam português, nos sentimos só. Agora não mais. Particularmente leio de vez em quando (tenho que ler mais) escritores portugueses, e  não sinto dificuldades com português  de Portugal , eu entendo, não há barreira intransponível. Se for para falar em barreira, a ortográfica é a menor, e a semântica a maior. Antes do acordo, o certo era anti-social, agora é antissocial. Se lesse essa segunda palavra apreenderia o sentido. Para que a mudança então? Se consegue uma certa uniformidade só e somente só.

 

Pense nessa construção “Pica no cu”. E nessa “No geral, as pessoas já tomaram pica no cu, inclusive você”. Têm idéia, do que falo? Agora idéia ficará sem acento. Traduzindo de Portugal para o Brasil “Pica no cu = Injeção na bunda/bumbum/nádegas”, isto é, “no geral as pessoas já tomaram injeção na bunda”. Oh a discrepância! Aqui o sentido é outro, prefiro nem comentar! E a punheta lá é nome de comida (que me parece deliciosa). “Eu quero uma punheta” aqui soa bem estranho, mas quando  chegar em Portugal… Eu vou comer uma punheta, claro.

dezembro 30, 2008 at 9:47 pm 1 comentário

O show de Zeca Baleiro em São Luís

Foto de Zeca Baleiro em Show em São Luis

 

Liliam Freitas

 

Para os que gostam de musica em São Luís, 2008 foi próspero. As bandinhas de forró continuaram aqui e estarão sempre. Por outro lado, lado b, Ivan Lins, André Mehmari, Chico César, Guilherme Arantes, Teatro Mágico, Vander Lee, Flávia Bittencourt, 14 Bis, Elza Soares, dentre outros, aterrissaram na terrinha de cá. Madonna não veio, mas tudo bem!

 

No último sábado, um cara que não é santo encheu a casa, a batuque brasil. Ele, Zeca Baleiro na turnê de divulgação do seu novo trabalho, álbum o Coração do Homem-Bomba muito bem acompanhado pela banda Os Bombásticos. Os Músicos  Bombásticos são: Tuco Marcondes – guitarras, violões e vocais; Fernando Nunes – baixo e vocais; Pedro Cunha – teclados, acordeon e vocais; Kuki Stolarski – bateria e percussão; Hugo Hori – sax, flauta e vocais; Tiquinho – trombone; e Hombre Cerutto – trompete.

 

O show teve abertura do cantor também maranhense Nosly, compositor e violonista, antigo parceiro de Baleiro. Depois a estrela a noite. Zeca apresentou as músicas e as velhas, as antigas em novos arranjos. Eis o artista que estuda, pesquisa e faz seu dever de casa.  Ele contagiou o público com seu novo show, que desfila skas, sambas-funks, reggaetons, rocks e boleros, além de criativas releituras de canções já consagradas pelo público.  As pequenas surpresas sonoras, um figurino maravilhoso (assinado por Camila Motoryn), além das qualidades do som (na ilha isso é uma proeza) e da iluminação fizeram parte do espetáculo.

 

Sempre falo que é no palco que o público conhece o artista. Não tem play back nem tecnologia para ajeita ou  afinar a voz dos desafinados. É o público com o artista ou/ e o artista com seu público. O resultado pode ser bom. No caso do Zeca Baleiro, foi super bom. Ele de volta a São Luís. O show tinha sido adiado, até então para data não estabelecida, ficou para o dia 27 do derradeiro mês do ano. Pode se falar em um desejo, talvez sonho adiado, mas realizado. Ainda bem!

 

O repertório do show estava na boca da galera. Impressionante! Crianças, adolescentes, os universitários, os pais, as mães e os avós. Virou programa de família, da galera da faculdade ou do trabalho, o mesmo de gente que foi só, eu iria.

 

 Fiquei surpresa com o preço do ingresso na mão de cambista. Ingresso na bagatela de R$ 20,00. Impossível entender. Se deixasse para compra na hora, iria levar cinqüetinha para garantir.

 

ÁLBUM CORAÇÃO DO HOMEM-BOMBA

 

“O Coração do Homem-Bomba”, novo projeto de Zeca Baleiro, está sendo lançado em dois momentos – o volume 1 saiu em agosto e o 2 acaba de chegar nas lojas. Desde setembro é possível fazer o download gratuito de três canções inéditas, que estão no volume 2, baixando as músicas ‘Tacape’, ‘Débora’ e ‘Como diria Odair’ no site do artista (www.zecabaleiro.com.br), a exemplo do que já foi feito com “Toca Raul”, incluída no volume 1 e lançada primeiro no site (disponível para download desde dezembro do ano passado). A produção dos cds é do próprio Baleiro, em parceria com sua banda, “Os Bombásticos”, e com o engenheiro de som Evaldo Luna. O lançamento é da MZA Music.

 

Só a cerveja que não ajuda. A bebida vendida lá não é gelada, ela oscila de fria para quente. E há o monopólio de uma marca de cerveja que tem aprovação da maioria. Até aí tudo bem, mas fria para quente pode ser a melhor marca. As pessoas reclamam mas compram. Ou seja, vendem, sem vendem não interessa se é quente. Eu é que não compro, os outros poderiam fazer o mesmo. Uma espécie de protesto e exigência de um serviço de qualidade.

 

Toca Raul, então! Ah, ele tocou, a galera pediu!

 a-galera-que-osquestrou-o-espetaculo-se-despendindo  zeca tocando e cantando durante o show

dezembro 30, 2008 at 7:28 pm 1 comentário

Hoje a programação do ouvnte da rádio universidade fm é minha

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Baita responsabilidade! Vinte músicas para uma hora. A priori, muito difícil escolher vinte músicas, parecem muito. Depois são poucas. Ainda bem que essa tarefa não é todo dia. Vida de programador não deve ser fácil. Na minha primeira seleção, não poderiam faltar elas: Marisa Monte e Clara Nunes. Tem Dimen Rice, maranhenses com Flávia Bittencourt, Zeca Baleiro, Ana Torres e a dupla Alê Muniz e Luciana Simões.

dezembro 18, 2008 at 10:35 pm Deixe um comentário

A “Time” escolhe o Homem do Ano

Barack Obama, o homem do ano da 'Time' - Reprodução

Barack Obama, o homem do ano da 'Time' - Reprodução

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Pense! Em que você votaria para ser o homem do ano? Se essa pergunta fosse feita ao mundo provavelmente a resposta seria a mesma da revista Time e da eleição norte-americana. Seria ele, Barack Hussein Obama. Um negro na Casa Branca em um país declaradamente racista. (Será que o mundo mudou? Acho que não! Será uma crise?! Também acredito que não)

Quem era mesmo o adversário dele no pleito americano? Ah, o  Mccain. Mas quem é ele mesmo? Um conservador meio decrépito. Já o Obama era o contrário, pareceu ser talhado para aquele momento. O homem perfeito: jovem, carismático, intelectual e formado em Harvard University. Um negro que não partiu para um discurso “gueto”: “povo negro”, sim “povo americano”.

Ele deixou para trás a senadora Hillary Clinton. Ela parecia ser uma pedra no meio no caminho. Obama foi mais forte e é a personalidade de 2008. Obama será o 44º presidente da história dos EUA.

dezembro 18, 2008 at 5:42 pm Deixe um comentário

Violência, Cinema e Brasil

Liliam Freitas

Filmes como Cidade de Deus, Tropa de Elite, Carandiru e Ultima Parada 174 ainda causam polêmica. Há quem considere uma exploração e saturação da temática ou/seja da opinião de que não existe a violência pintada por eles em terras tupiniquins, pelo menos não como ela é retratada na telona.
Infelizmente, a violência colocada nesse filmes não é uma invenção do Cinema. Ela está aí, no noticiário, nas nossas vidas, dentro e fora de casa. Alguns críticos parecem negar a existência dela como um problema, ainda mais social. E se ela inexiste, não se pode mostrá-la para todo o mundo (Paris, Hollywood, Londres), caso contrário irão pensar que o Brasil é só violência.
Cidade de Deus, de Fernando Meireles evidencia a questão, assim como Carandiru, de Hector Babenco, Tropa de Elite, de José Padilha e Última Parada 174, de Bruno Barreto de maneiras diferentes. A violência está presente permeando as relações em todos os longas.
Em Tropa de Elite, a narrativa é contada pelo capitão Nascimento, do Batalhão de Operações Especiais da Polícia, uma espécie de elite da instituição policial que tem como função controlar o universo das favelas cariocas e a violência.
O BOPE assim como a PM, inclusive o capitão Nascimento, abusam da violência, da truculência, do castigo físico, da tortura, do desrespeito aos direitos humanos. Mesmo assim o protagonista do filme que deveria ser odiado e execrado, é idolatrado e reverenciado. Claro que o fato da história ser construída sob a única voz do capitão bopista colabora para a ascensão da personagem para o status de mocinho e de que a violência é a solução. Explica parte não tudo. Muito mais precisa ser dito na relação Brazil e violência.


Primeiro, a questão é social ainda continua (mal) entendida como questão de polícia. Sendo assim a violência se resolve com policia e muita porrada. É assim a compreensão e concepção do Capitão Nascimento, dos seus seguidores, de muitos governantes e da maioria dos brasileiros. Em meio a uma infinidade de favelas no Rio em que a PM e o BOPE tentam mantém sobre controle e tem muito trabalho, se pergunta como é que a violência cresce(u) tanto. Teresa Pires do Rio Caldeira, em Cidade de Muros: Crime, Segregação e Cidadania em São Paulo, responde. Segundo ela, a violência aumenta porque as instituições da ordem, que deveriam reduzi-la, contribuem para seu crescimento. Esse aumento se reforça com a negação do Estado de Direito e Bem Estar Social.


A PM e o BOPE do filme, assim como os policiais tupiniquins, utilizam a violência e não pautam seu trabalho e conduta no respeito aos direitos dos cidadãos. “A polícia brasileira exercia a violência de diversas maneiras do século XIX. Legalmente ela detinha o poder de punir escravos” (pag. 144). O padrão da polícia até hoje tem sido esse. O mais contraditório é que essa violência polícia tem apoio e aceitação popular. A instituição policial é vista como solução do problema e não como parte.
Teresa Pires do Rio Caldeira defende que a redução do crime passa por uma história de consolidação da autoridade do Estado e suas instituições de ordem como policia e sistema judiciário e a legitimação dos direitos individuais. No Brasil, a violência está na ação do Estado, na ausência do judiciário, das pessoas que apóiam a prática da policia assim como o marido que bate na esposa, da mãe que espanca o filho, da babá que maltrata o neném indefeso. Violência também no âmbito doméstico. Ingenuidade pensar a casa como um espaço de proteção em que não haja violência. Já está tudo dominado, como diz a letra do funk.
Na esfera pública grandes abusos, um exemplo é do esquadrão da morte, os membros desse grupo queriam mostrar o bom desempenho na luta contra o crime. A forma de fazer isso era eliminar (leia-se matar) os “criminosos”, nem precisa de julgamento, assim acabaria o crime.

Enfim, a violência é constitutiva de várias dimensões da vida social nacional. Isto é, a violência também é Brasil, não coloca isso na tela é negar o Brasil.

dezembro 18, 2008 at 2:54 pm Deixe um comentário

É preciso mais do que uma simples opinião para discutir

 Liliam Freitas

 

No geral, as pessoas acham que podem dissertar sobre tudo, inclusive sobre assuntos que não têm leitura. Leram no jornal, viram na televisão e pronto já têm know-how. Muitas vezes, possuem apenas uma opinião não balizada nem aprofundada. Nesse caso, é melhor nem tentar evocar uma discussão. Geralmente eu digo que li e peço que os colegas façam o mesmo. Parece arrogante, mas não é.

Na última sexta feira, em uma mesa de bar, veio um assunto que 99% dos brasileiros acreditam que conhecem, quando na verdade dispõem apenas de uma opinião, como de costume não fundamentada. O tema as cotas para negros. Vêm o achismo e os velhos “argumentos” de quem não leu nada, tem apenas opinião. Ai começa, “negro não é incapaz” (Eu digo: o viés não é esse), “a questão é social, não é racial” (não se separa um do outro. Cadê  a Antropologia e Ciências Sociais. Socorro, estava com colegas do Jornalismo, cruzes…), “deixa se ser besta negro rico não sofre preconceito” (que autor escreveu isso e se sustenta em que?), “não tenho a ver com a escravidão” (diz uma amiga negra na discussão! É coisa do passado! Contraditório. ). E surgem mais disparates.

Sempre digo que a questão não pode ser reduzida a ser contra ou a favor, isso é reducionismo. É premente saber por que as cotas foram adotadas no Brasil. Não é esmola. As cotas em si não resolvem, qualquer um sabe disso, no entanto, colocam a problemática para a sociedade para que políticas sociais cheguem ao segmento negro. No Brasil, a população negra tem os piores índices sociais: educação, moradia, saúde e etc. E as colegas ainda falam em capacidade, fala sério! É uma cegueira social. No banheiro, como não dava para discutir com quem não saiu de um péssimo senso comum, disse: “As universidades já adotaram independente da opinião de vocês. Fazer o que?” ironizei.

A grande lição é que não converso mais cotas ou outro assunto com que não sabe, indicarei livros, autores. E peço para depois discutir.  Lembrei de um colega da Academia que falou que era contra, foi ao seminário, teve mais conhecimento e agora é a favor. Não vivemos no paraíso em que todos são iguais e desfrutam das mesmas oportunidades. A maioria dos negros está nas piores. Gostaria de ser contra as cotas, na verdade sou contra a situação que nos leva as elas!

Acadêmica do curso de Pedagogia e Jornalismo, respectivamente das Universidades Estadual e Federal do Maranhão

dezembro 15, 2008 at 6:00 pm 2 comentários

O novo queridinho da MPB, Vander Lee se apresenta amanhã em São Luís

Liliam Freitas
Há quem não conheça Vander Lee, cantor e compositor mineiro. Ele simplesmente é apontado pela crítica especializada como um dos mais importantes nomes da nova geração de músicos e fará show amanhã em São Luís, às 22 horas no Circo Cultural da Cidade, no aterro do Bacanga. Artista que mantém uma agenda repleta de shows lotados pelo Brasil. Importantes palcos, como do Teatro Castro Alves, em Salvador, do Canecão e Circo Voador, no Rio de Janeiro, do Grande Teatro do Palácio das Artes, Belo Horizonte, Sesc Pompéia, em SP, já provaram o tamanho do sucesso deste mineiro. Chegou a vez de São Luís.
O músico que vem sendo reconhecido como um dos principais nomes da nova safra de compositores da Música Popular Brasileira, não só pela crítica, ele já chama a atenção do grande público. Na carreira do mineiro Vander Lee, o compositor veio antes do cantor. Seus dois primeiros CDs, “Vanderly” (1997) e “No Balanço do Balaio” (1999), não fizeram tanto sucesso com o público em geral, mas o tornaram o novo queridinho de grandes cantoras da MPB, como Gal Costa, Alcione, Rita Ribeiro, Eliana Printes, Emilinha Borba, Leila Pinheiro e Paula Santoro e Elza Soares, que transformaram suas composições em sucesso.
O cantor Vander Lee só despontou em 2003, no disco Ao Vivo, gravado de forma independente e depois negociado com a Indie Records. O estouro da faixa “Esperando Aviões” e a regravação das músicas que se tornaram famosas nas vozes de grandes cantoras. Uma dessas importantes vozes foi a da maranhense Rita Ribeiro, ela o revelou como grande compositor quando gravou “Românticos” e “Contra o Tempo”, num período em que ele era desconhecido. O elo com o Maranhão continua: as canções “Passional” e “Bangalô” são frutos de uma parceria com Zeca Baleiro, e Alcione não ficou de fora, gravou Mais um barco.
“O que tenho é um olhar romântico sobre o mundo”, afirma Vander Lee que acredita que suas músicas, mais que românticas, são humanistas. Ele congrega a simpatia de um poeta apaixonado, que tocou e cantou em muitos bares, com poesia sofisticada que dialoga com o realismo e a filosofia e ao mesmo tempo simples numa linguagem própria e contemporânea. O resultado são álbuns recheados de muito romantismo e melodias que causam um impacto imediato aos ouvintes, principalmente nas mulheres.
A discografia do cantor conta com diversos álbuns. Já são mais de vinte anos de carreira. “Entre” é o seu mais recente trabalho, gravado acústico em DVD (2007). O anterior “Pensei que fosse Céu”, de 2006, formato em CD/DVD, lançado pela Indie Records, ganhou como melhor disco em canção popular, Prêmio Tim, álbum também traz a participação de Zeca Baleiro. Existem mais outros discos lançados: “Naquele Verbo Agora” (2005), “No Balanço do Balaio” (1999), “Vander Lee Ao Vivo” (2003) e “Vanderly”, produção independente de 1997.

Vander Lee é uma das grandes descobertas da música brasileira de qualidade. É a segunda vez que ele faz show em São Luís, o primeiro foi em 2005, durante sua participação na Caravana do Projeto Pixinguinha. A expectativa para o show é grande, visto que Vander Lee possui um público cativo em São Luís. O concerto também é uma oportunidade para aqueles precisam se atualizar e se antenar com o que acontece no universo da música brasileira. O show promete!


agosto 6, 2008 at 11:19 pm 3 comentários

Barreira: Paraíso Cultural ainda desconhecido

Liliam Freitas 

 

 

Barreira é um pequeno povoado a cerca de 150 quilômetros de São Luís e pertence ao município de Itapecuru-Mirim. É lugarejo de grande riqueza cultural que está prestes a ser reconhecido como área de remanescentes quilombolas. Tudo isso motivou o pesquisador paulista Daniel Cunha de Carvalho a visitar esse povoado. Ele está no Maranhão estudando a cultura popular.

E está escrevendo sua dissertação de mestrado com o tema Espacialidade da Cultura Popular Maranhense- o Bumba-meu-boi, que ele apresentará em Junho de 2009. Ele escolheu, como fonte de pesquisa, os “bois” da Maioba e da Madre Deus. Como o bumba-meu-boi da Maioba, em agosto, pretende ir ao povoado Barreira, para o encerramento dos festejos em honra a São Raimundo, ele quis logo conhecer a cultura de Barreira: modo de viver, costumes, festejos e o tambor de crioula, que resiste. “É importante observar o tambor de crioula ou outras manifestações culturais, dentro do seu habitat, num ambiente rural, fora das cidades e seus arraiais”, argumentou ele.

Apesar de o povoado ser próximo a capital maranhense, nesse período chuvoso a viagem, pela estrada carroçável, se torna torturante e longa. O destino compensa; entretanto, dificulta a ida de outros pesquisadores e turistas que se interessem por Barreira. É necessário que vias de acesso sejam construídas pelo poder público – não só pelas pessoas que querem ir a Barreira, mas os próprios habitantes de lá. “Logo que o período chuvoso passar, o prefeito disse que vai resolver”, falou um esperançoso morador. Note-se que a promessa vem desde o ano passado.

                                                

Há uma riqueza cultural inequívoca, caso contrário o mestrando Daniel Cunha Carvalho, da Universidade Federal Fluminense, não iria se dispor a sair da capital para um povoado que, neste período de fortes chuvas, transforma a viagem numa aventura. O veículo, tipo van, em que Daniel viajou, atolou duas vezes no lamaçal que predomina no que deveria ser uma estrada. Na segunda vez, foi bem mais difícil sair do atoleiro. Todas as pessoas tiveram que empurrar o carro, inclusive o pesquisador, mulheres, adolescentes, crianças. O micro ônibus não pôde chegar até perto do povoado, pela deficiência da estrada. Sendo assim, o restante do caminho foi feito a pé. Mas, enfim, chegamos.

                       

 

A COMUNIDADE


O analfabetismo é grande, naquele pequeno aglomerado de casas. Desde março de 2006, contudo, o povoado conta com uma pequena escola de ensino até 8ª série, a Escola Municipal Maria Madalena Belfort. Uma iniciativa do líder maior da comunidade, o funcionário público Antônio José Santos. A comunidade, em regime de mutirão, construiu a escola. Antes, os moradores que quisessem estudar, tinham que se deslocar aos povoados de Variante ou de Barrigudas, o último há cerca de dois quilômetros de distância.

A escolinha de Barreira é de barro, coberta por palhas e possui apenas uma sala. Até agora, funciona apenas pela tarde de 5ª a 8 ª séries. As duas professoras se dividem para ministrar todas as disciplinas, cada uma fica com a responsabilidade de cinco delas. Para os turnos matutino e noturno não há professor. O poder municipal disponibiliza carteiras, merenda e material de limpeza e didático. Até o corrente mês, “apenas quinze cadernos pequenos foram dados para alunos de 5ª a 8ª série”, revelou uma das professoras. Quanto ao livro didático, que é material básico, “ainda não veio, nem virá”, queixaram-se as professoras. Os alunos também não têm uniforme escolar.

A comunidade pede e espera uma instituição escolar melhor, quer que a prefeitura construa estradas que tirem o povoado do isolamento e construa uma escola de alvenaria, que atenda a demanda, com, pelos menos, duas salas de aula. A quantidade de alunos da escola é de treze a quatorze.

 

 

 

 

DIFICULDADES


Os moradores do povoado sobrevivem quebrando coco ou da lavoura rudimentar; alguns, contam com benefício social do INSS. Inexistem projeto de geração de renda ou algum incentivo para essas atividades. O quilo do coco babaçu é vendido a R$ 0,60 e o carvão vegetal, no saco que equivale a quatro latas de 18 litros, custa R$ 7,00.

O Programa Luz Para Todos, ainda não chegou a todos. Há cerca de um ano, a energia elétrica faz parte da vida dos habitantes de Barreira, entretanto, nos povoados adjacentes a Barreira, como Viegas, Variante, Mirinzal e Alto da Barreira, a luz é do lampião. “Ano passado explodiu um lampião durante as festas juninas”, lembrou um morador. As pessoas desses povoados que o programa ainda não abrangeu, estão revoltadas segundo Francisca Lima Pereira, “elas compraram televisão, geladeira, aparelho de som e não podem usar porque não tem energia elétrica”.

Além de a escola ser de barro, todas as casas do povoado também o são. Não há nenhum projeto de habitação. Já foi pedida a instalação de um Telefone de Uso Público (TUSP) para a concessionária do serviço. Uma solicitação ao departamento responsável foi feita, por três vezes, pela Associação dos Moradores do Povoado de Barreira, todavia o pedido não foi atendido. O presidente da associação João dos Santos Macedo tem o protocolo do requerimento feito.

Quanto à assistência clínica, ela é realizada uma vez por mês por dois médicos. Como o período não ajuda, “há quatro meses que não eles consultam, eles não querem atravessar” disse uma senhora, referindo-se à travessia do rio Itapecuru, que é o caminho mais curto para a comunidade quilombola. As crianças, em especial, não têm uma boa saúde bucal, a maior parte delas se encontra com dentes cariados. A comunidade também reclama da falta de um poço artesiano, pois a água utilizada é retirada do rio ou de cacimbas.

BERÇO CULTURAL

O contato com Barreira revela toda essa problemática, mas revela também uma cultura popular que tem vida própria, como o tambor de crioula e o festejo de São Raimundo Nonato, que acontece no mês de agosto. O tambor de crioula congrega todos os homens, mulheres e as crianças. O festejo religioso a São Raimundo Nonato já tem mais de meio século, mais de 60 anos, começou com Januário Pereira, que já morreu há quase duas décadas. O refeitório da comunidade – uma iniciativa de Antonio José – tem o nome dele. Trata-se de um local onde a comunidade faz suas refeições, durante as festividades.

                                              

Há, também, a capela e uma grande estátua de São Raimundo Nonato. Em um país com tantas leis de incentivo cultural, não há nenhuma que atravesse a estrada ou rio com destino de Barreiras. A ausência de incentivos não impediu que o estudioso Daniel Cunha Carvalho, mestrando em Geografia, pela Universidade Federal Fluminense, conhecesse Barreira, paraíso cultural prestes a ser reconhecido como área de remanescente quilombola. Em agosto, ele voltará para acompanhar o bumba-meu-boi da Maioba nesse povoado.

matéria publicada no dia 14 de maio no jornal Correio de Notícias

maio 25, 2008 at 1:53 pm Deixe um comentário

Para além de uma data comemorativa

                     

O ano é completo de datas comemorativas como se houvesse muito para festejar. Com o dia Internacional da Mulher não é diferente, entra na grande regra. De positivo esses dias possuem o valor de lembrar a data, de negativas, muitas, mascara a realidade e ainda comemora, além não resgatar a data em sua dimensão maior. Eis o que acontece com o dito tal dia da Mulher. Milhares de pessoas, inclusive do sexo feminino, desconhecem a razão histórica do 8 de Março. Sai e entra ano, o mesmo discurso. Então comemorar mesmo o que?

Na quinta-feira, dia 6, em um dos muitos programas vespertinos da TV Aberta, a apresentadora disse: “Esse sábado 8 de Março é nosso dia”, talvez os outros trezentos e poucos não sejam, daí o problema. Na verdade, todos os dias são de luta da mulher: na universidade, no trabalho, em casa, com os filhos e marido, com a dupla jornada, com uma remuneração maior, com o machismo e o preconceito.

Notadamente a situação da mulher no mundo e no Brasil melhorou, os números, dados e pesquisam empurram essa verdade, entretanto um pensar sobre a condição da mulher na sociedade, em especial no Brasil, ainda envergonha. Para quem discorda vai o “caso da menina do Pará”, intitulado pela jornalista Cristiane Pelaju (inacreditável para um Estado que afirma como de Direito), em que uma adolescente permaneceu presa em uma casa de detenção no interior do estado com homens. A partir desse dele se descobriu que é prática comum colocarem mulher com homem, inclusive na mesma cela como ocorreu com a adolescente. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) fora criada para investigar os presídios no país, a constatação também é que não há presídios suficientes e o jeitinho é… jogar as mulheres em celas com homens. O que pode acontecer? Mulheres violentadas e agredidas na sua identidade, no seu íntimo, a exemplo no caso do Pará, não só por homens, mas por mulheres também no poder: governadora, juíza, delegada… daquele que foram culpadas pela atrocidade que aconteceu
A data desde a sua origem suscita reflexão e questionamento, e esse viés se perde em meio a festa. A mulher se reduz a uma data, ao um dia. A vida continua depois do 8 de março: o colega de trabalho que desrespeita a companheira de trabalho; o marido que desvaloriza a esposa; o pai que bate na mãe e o irmão que faz a irmã ou prima e muitos covardes que violentam as mulheres… nessa data os algozes viram mocinho, depois voltam a ser algozes mesmo. Mais que flores neste dia 8, a mulher merece uma realidade mais justa e florida.

março 8, 2008 at 1:35 pm 1 comentário

A Torcida do Flamengo é patrimônio cultural carioca

Para quem ainda não sabe a torcida do Flamengo é Patrimônio Cultural Carioca. O tombamento veio por meio de um decreto assinado pelo prefeito César Maia, publicado no Diário oficial no dia 5 de Dezembro do ano passado. Nele o prefeito reconhece no futebol uma paixão dos cariocas e, nos milhões de flamenguistas do país como um bem cultural, um patrimônio.

No ano de 2007, o time carioca saiu da zona do rebaixamento do campeonato brasileiro para classificação na disputa da Taça Libertadores da América. Superação possível graças à torcida que foi ao estádio ajudar o time. O clube carioca teve oito dos dez maiores públicos da competição, inclusive o maior deles, com 82.044 pessoas no jogo contra o Atlético-PR.

Como resultado o Flamengo terminou o Nacional na terceira colocação do Brasileirão . A “Nação Rubro-negra” também foi lembrada na eleição dos melhores do ano da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com prêmio de melhor torcida do Campeonato Brasileiro, oferecido pela CBF. Assim a torcida flamenguista faz parte do seleto grupo em companhia de grandes ícones do Rio de Janeiro como a Bossa Nova e o Cordão do Bola Preta, outros “bens cariocas”.

fevereiro 22, 2008 at 10:13 am 1 comentário

O que é Literatura Infantil?

O livro de CADERMATORI, Lígia. O que é Literatura Infantil. São Paulo: Brasiliense, 2006 (Coleção Primeiros Passos.) responde!

O livro O que é Literatura Infantil, de Lígia Cademartori, desvenda de fato o universo da Literatura Infantil. Com uma abordagem simples e direta, o livro é estruturado em cinco pontos: a importância da Literatura Infantil no Brasil de hoje; O adjetivo como definição do gênero; O momento em que surgiu a Literatura Infantil; autores e obras no Brasil; e a Literatura Infantil nos primeiros anos de vida do ser humano.

Pode-se pensar a Literatura (Infantil) tendo como prisma o postulado de Hans Robert Jauss, teórico da literatura: “O leitor é uma força pode ser apreciada a partir do papel ativo que ela possibilita o seu destinatário”. Citação essa presente no livro. Com base nela, compreende-se a Literatura Infantil, como elo obra/autor e destinatário, um recém-alfabetizado, um leitor infantil que precisa ter suas condições de recepção atendidas e respeitadas, assegura Cademartori. O adjetivo que acompanha o substantivo objetiva o destinatário: o receptor.

A Literatura Infantil virou vedete: livros, encontros até a Academia em torno dessa literatura. No Brasil ‘analfabeto’, a preocupação com o ensino básico veio aliada à “ação pedagógica junto à criança voltou a privilegiar o livro como elemento imprescindível ao crescimento intelectual e à afirmação cultural” para não (se) perpetuarem o quadro de subdesenvolvimento cultural e adultos “iletrados”. Um adulto analfabeto ou milhões de adultos não alfabetizados são crianças que não tiveram oportunidades nem acesso ao mundo da leitura, dos livros, dos sonhos e de desenvolvimento. Por isso a opção (inteligente) de trabalhar com elas, e também com a Literatura.

Nesse cenário, aconteceu um verdadeiro boom da Literatura Infantil, afirma Cademartori. Também vieram as Histórias em Quadrinhos (HQ’s) sem, contudo, um viés cultural e pedagógico. O denominador comum entre os dois gêneros é “o leitor mirim e a condição de não desfrutar de status de obra de arte”, revela a autora. Relegada por muito tempo à classe de um subgênero, uma subliteratura, a Literatura Infantil foi reconhecida, entretanto não por razões literárias, mas por outras que “envolvem questão da educação, além de mercado” (2006, p.15), nas palavras de Cademartori.

Apesar da inquestionável importância da Leitura (e) da Literatura Infantil (que dialogam) e a formação de leitores e seus múltiplos aspectos (literários, sociológicos e psicanalistas), o livro, mesmo para criança, é (como) uma mercadoria. A sociedade é capitalista com sua indústria cultural, daí nem tudo que se diz que é é, ou seja, nem tudo que é dito Literatura Infantil é Literatura Infantil o que implica o não compromisso com os traços desse gênero literário. Com efeito, não é surpresa, como declara Cademartori, que “nem tudo que circula como livro destinado à criança é, de fato, Literatura Infantil”.

Literatura Infantil por mais que dialogue com a Educação ou seja indissociável a ela, não é reduzível aos objetivos e ditames pedagógicos, como coloca a autora: “a sua natureza literária já a coloca além” (2006,p.18). A escola é um aparelho ideológico do Estado (como coloca Althusser ao tratar de algumas instituições reprodutivistas) e sua (se) conflita com o da Literatura: a literatura liberta e a escola aprisiona. Interesses antagônicos. Como alerta Cademartori: “Foi a preocupação pedagógica que, por muito tempo, silenciou no texto questões relativas às sexualidade, ao racismo, à segregação, das mulheres e outras mazelas da sociedade e de seus jogos de poder” (2006, p.24) . Então essa escola e essa pedagogia são nocivas, por isso não atrelar à Literatura a educação posta por elas (escola e pedagogia).

A escola é pautada pela preocupação conteudista, nem o ensino da língua escapa, o que á paradoxal, visto que não se alarga o domínio lingüístico com uma tirania de conteúdo. A Literatura Infantil nesse contexto é crucial para o domínio da língua ocorra e as necessidades intelectuais negligenciadas pela escola se desenvolvam. Assim se chega à principal função da Literatura (infantil), como aponta Cademartori, ela “cumpre junto ao seu leitor é apresentação de novas possibilidades existenciais, sociais e políticas educacionais” (2006, p.19-20)

Quanto ao adjetivo, pois o substantivo não causa estranhamento (literatura), ele define a Literatura, pois define o público: a criança. No geral, “é escrito para criança e lido pela criança”(…) entretanto “é escrito, empresariado, divulgado e comprado pelo adulto” (2006.p 21), esclarece Cademartori . Nessa relação desproporcional de força “a criança é dependente, em termos físico, intelectuais, afetivos e financeiros” como declara a autora. Pode-se incluir o aspecto comunicacional, a criança é apenas o receptor ‘passivo’.

De modo geral, a Literatura pedagógica se liga à cultura erudita e a literatura oral à cultura popular. Elas se mesclam quando se adapta os contos folclóricos (antes para adultos) às crianças, visto que o viés pedagógico é permeado por princípios moralizantes. Ou seja, nas palavras de Cademartori uma “preocupação de fazer uma literatura moralizante através de uma literatura pedagógica” (2006, p.36). O precursor da literatura infantil foi o francês Charles Perrault que ficou conhecido pelas histórias da Cinderela e Chapeuzinho Vermelho. Nomes também como dos irmãos Grimm (João e Maria, Rapunzel), C. Andersen (patinho Feio). Destaque para Lewis Carrol que foge da moralidade cânone e segue a polifonia que permite diversas leituras de sua obra.

Já no Brasil, o grande expoente da literatura para crianças é Monteiro Lobato, criador de uma estética para a literatura infantil. Ele abre espaço para a interlocução e amoral não absoluta a exemplo da Emilia, do Sítio do Pica Pau Amarelo: “Aprender o grande segredo da vida dos homens: a esperteza. Ser esperto e tudo”, observa Cademartori. Nasce no Brasil a Literatura Infantil, o pai já estava presente e a família por vir.

Nessa tendência, o mercado do livro nacional evolui(u), o livro pode ser até uma mercadoria (no capitalismo, tudo vira mercadoria), todavia de boa qualidade para diversas faixas etárias. Livros para crianças que ainda não sabem ler, contraditório?! Não, o hábito de leitura deve ser (precisa) cultivado desde muito cedo, inclusive com livros com imagens, cheiros e formas ainda sem as palavras. A linguagem e a percepção visuais já são trabalhadas.

Eva Furnati escreve livros sem textos (palavra escrita) como “Todo dia” e “De vez em quando”. A criança começa a lê assim, depois vem os livros com imagens aliada a inserção das palavras. Nomes não faltam. Destaque para Ruth Rocha como obras “Enquanto o mundo pega fogo”, “O Reizinho Mandão” e “Dois idiotas sentados cada qual no seu barril” que não subestimam o público leitor e inclusive já trabalha questões de poder e Ziraldo, o criador de “O menino maluquinho” e também “O menino mais bonito do mundo”. E não é só prosa, existe espaço para a poesia: Cecília Meireles e Vinícius de Moraes. Para as crianças que crescem e tornam-se pré-adolescentes e leitores, Sérgio Caparelli e Lygia Bojunga fazem companhia, escrevem para esse público.

A leitura infantil namora com a educação, em especial para crianças e a educação infantil. Ela é fundamental para o desenvolvimento pleno, lingüístico, intelectual e social. A Literatura (infantil) é importante para a expressão verbal, o lúdico, imaginação e abstração. Cademartori explicita que “O papel da literatura nos primeiros anos é fundamental para que se processe uma relação ativa entre falante e língua”. Isso se deve a vários fatores, a começar pelo próprio sistema alfabético (2006, p.74).

Enfim, a Literatura Infantil é o reconhecimento da criança, não mais como um adulto em miniatura.

fevereiro 22, 2008 at 10:00 am 13 comentários

Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?

Ferreira Gullar
José Ribamar Goulart Ferreira ]
Esse lindo poema responde quem nós somos!!!

janeiro 19, 2008 at 5:41 am Deixe um comentário

Dica de Cinema

O cinema notabiliza-se pelas histórias que leva ao público e as maneiras criativas e brilhantes de contá-las. Imagina só essa história: duas pessoas que se amam, feitas uma para outra, casam-se e são felizes… não para sempre…Ele precocemente morre, ela torna-se uma jovem triste e viúva. Desorientada, coitada, só sozinha, sem o marido, mesmo com a mãe e as irmãs. Contudo, ele mesmo com uma grave doença que o levou à morte, pensou em como seu amor (ela) ficaria sem seu amor (ele), então ele escreveu uma série de cartas que chegavam a ela no momento certo e transmitia afago, ânimo e vida. Ele já morto e ela quase! Cartas que ajudaram a reencontrar a vida. Uma história de amor, respeito, superação, dor…enfim, de vida.

Por favor, corra para o cinema para assistir ao filme P.S: I Love You, de Richard La Gravenese que estreou dia 4 de Janeiro. No Brasil, o título de longa é P.S: Eu te Amo. Mais um excelente filme da Paris Filmes.

São um pouco mais de duas horas de sentimentalismo banhado de humor e delicadeza que faz a gente pensar nossos conceitos e relações. Um filme inteligente e tocante. Está na coluna VEJA RECOMENDA dessa semana, e o P.S colocado lá é “ é bom levar um lencinho”, um filme para rir, chorar e pensar. Para os mais sensíveis um lencinho não basta, é aconselhável ter a tiracolo um lençol!

janeiro 13, 2008 at 11:10 am Deixe um comentário

Lilia Cabral lésbica?

Na ficção, será. Depois de interpretar a personagem vilã Marta, em Páginas da Vida, a atriz global Lília Cabral dará vida à uma lésbica na próxima novela das 9, Juízo Final, que substituirá Duas Caras. A história é de um a mulher infeliz que vive com um marido insensível (Jackson Antunes), explica o autor da trama João Emanuel. Esse sofrimento no casamento a leva a um romance com uma mulher. É esperar para ver!

janeiro 3, 2008 at 11:37 pm 1 comentário

O Filme Tropa de Elite na Sérvia

O sucesso de Tropa de Elite o levou longe, literalmente. Foi o que constatou o embaixador do Brasil na Sérvia, Dante Coelho de Lima que encontrou cópias piratas do filme de José Padilha sendo vendidas na ruas de Belgrado com legenda em sérvio. Depois ainda falam que pirataria é coisa de brasileiro!

 

                           

janeiro 3, 2008 at 11:26 pm Deixe um comentário

Dondoca no Xingu

É assim que Glória Maria se comporta no Xingu, em meio aos índios, como uma verdadeira dondoca e patricinha. Chega à reserva de jatinho, mas sem sua grande experiência de repórter. As gafes e a própria ignorância são a tônica do quadro do fantástico que de Jornalismo e seriedade não tem nada! Se alguém tiver um bom livro sobre Cultura, Brasil e Índios para indicar a ‘jornalista’ Glória Maria por favor deixe aqui a dica, o país agradece!

janeiro 3, 2008 at 2:07 pm Deixe um comentário

O Signifcado da palavra Educador

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Paulo Freire deu à palavra ‘educador ’ um novo significado flexionando o termo de modo abraçar múltiplas perspectivas: intelectual fronteiriço, ativista social, pesquisador crítico, agente moral, filosofo radical, revolucionário político (Peter McLaren)

 

janeiro 2, 2008 at 8:33 pm Deixe um comentário

à vida

                                               avida.jpg 

Na primeira noite
Eles se aproximam
Colhem uma flor de nosso jardim
E não dizemos nada.

Na segunda noite já não se escondem.
Pisam as flores
Matam nosso cão
E não dizemos nada.

Ate que um dia
O mais frágil deles
Entra sozinho em nossa casa
Rouba-nos a lua e
Conhecendo nosso medo
Arranca-nos a voz da garganta
E porque não dizemos nada,
já não podemos dizer mais nada

Maiakówsky

Talvez o poema mais conhecido dele!

dezembro 31, 2007 at 3:34 pm Deixe um comentário

40 anos sem ele!

                                            

Ele morreu em 9 de Outubro de 1967. Quem foi Che?

“ O mais completo ser humano de nossa época”(Jean Paul Sartre)

” O símbolo mundial das possibilidades dum homem”(Frantz Fanon)

“ Passou a integrar as fileiras dos mártires revolucionários (Rosa Luxemburgo)

” Sempre foi o Jim Morrison do Marxismo armado (Peter Mclaren)

“Um idealista sexy e sujo” (Peter Mclaren)

“O rebelde armado e o marxista” (Peter Mclaren)

” Tornou-se o protótipo duma geração revolucionária” (Petras)

“Um médico, um revolucionário, um intelectual, um líder guerrilheiro, que havia ajudado a derrubar o regime corrupto de Bapstista, cuja força superava a sua proporção de mais de cem para um” (Markee)

“Um professor revolucionário e um professor da revolução , o pedagogo da revolução, o pedagogo internacionalista exemplar da prática revolucionária” (Peter Mclaren)

” Muito mais que um símbolo do 3º Mundo e um ícone dum passado distante do que como um homem cuja vida e mensagem possuem sérias implicações para a compreensão- e talvez mesmo a formação da História do Mundo Contemporâneo.” (Peter Mclaren)

dezembro 31, 2007 at 3:28 pm Deixe um comentário

Tropa de Elite: O filme de 2007

                                                     

Tropa de Elite, de José Padilha, é o filme do ano de 2007. É uma eleição difícil, visto que 2007 foi um ano produtivo no cinema nacional, entretanto nenhum outro filme repercutiu tanto, polemizou e gerou inúmeras discussões como tropa de elite.

A história é ambientada no Rio e seu universo (quase que) incontrolável de favelas dominadas pelo tráfico de drogas. O papel da polícia é combater esse tráfico, uma função desempenhada pela Polícia Militar e pelo Batalhão de Operações Especiais da Polícia (BOPE). Como afirma o Capitão Nascimento (Wagner Moura), “na teoria o BOPE faz parte da PM, mas na prática não”. O narrador da história é o Capitão Nascimento que trabalha no BOPE, a chamada tropa de elite, uma espécie de polícia inteligente preparada para grandes operações, como a estadia do Papa em 1997 no Rio, em que o BOPE ficou responsável pela segurança e vida do papa João Paulo II.

Capitão Nascimento está à procura de um substituto para seu lugar no BOPE. Ele já está cansado de um rotina pesada que atropela sua vida pessoal, inclusive procura o setor de Psiquiatria da Polícia.Como vai ser pai e esse momento ímpar na vida de qualquer homem, ele agora procura um candidato a sua altura para ser capitão do BOPE. Essa busca norteia todo o filme, não é uma busca fácil, pelo contrário, ainda mais se o filme evidencia as diferenças entre a polícia militar, colocada como corrupta até a alma, e o BOPE, a não corrupção, a instituição dos incorruptíveis. Como todos, ou quase, são corruptos na polícia militar, e quem vai para o BOPE precisa está na PM, a procura se torna uma luta,visto que a maioria dos policiais estão envolvidos com práticas ilícitas (propina, suborno, acordo com traficante, cafetão…)… mas há luz no fim do túnel: os aspirantes Matias e Neto que são honestos e querem trabalhar, na PM não conseguem, e são aprovados no BOPE.

Nessa questão, a ficção soa apenas ficção, a derrocada da Polícia, uma corporação já conhecida e também a corrupção que nela se instala, já o BOPE é surpresa, é a não-polícia, a instituição que resolve, não se sabe até que ponto e é colocada como perfeita, incorruptível, isso é ficção. Esse filme é baseado no livro Elite da Tropa, do ex-capitão do BOPE Rodrigo Pimentel e o sociólogo Luis Eduardo Soares, que traz várias historias e o filme Tropa de Elite se centra em uma, que é o ponto de vista de um bopista, então ele irá colocar o BOPE? O filme precisa ser captado por essa ótica, por isso Arnaldo Jabor e outros se desagradarem com o filme, daí os termos “perigoso” e “fascista”.

Outra questão: Será real a diferença entre BOPE e a PM, já que são policias? A versão do filme é bopeana contada pelo Capitão Nascimento! Há uma semelhança entre as “duas policias” o comportamento agressivo e violento com os moradores e falta de uma leitura social, inclusive a negação dos Direitos Humanos!

Tropa de Elite bateu tanto na Policia que o diretor José Padilha foi chamado a se explicar. O filme ficou sob um ameaça de ser censurado, de não chegar à telona. Censura não houve, mas uma tentativa sim. Episódios como esses mostram o quão a frágil é a democracia tupiniquim. Por mais que Padilha tivesse carregado, isso não dá o “direito” a ele (diretor) de não ter o direito de se expressar. Produz-se um filme, de repente o poder judiciário, o legislativo, o executivo ou Ministério Público se sente “mal” com a retratação do longa ou o enfoque, então “Pede pra sair?!” É assim, isso é Democracia? Tropa de Elite incomodou e traz mais essa discussão.

E claro que com todas as polêmicas, Tropa de Elite é um dos filmes nacionais mais vistos de todos os tempos. Difícil encontrar alguém que não tenha visto, é mais um daqueles filmes que se você não assistir fica de fora das conversas. Um filme assistido pelas pessoas mesmo antes de está no cinema. Um fenômeno! Viva o Cinema Naciona! São muitas as versões, explicações e especulações de como tropa de elite foi parar nas bancas dos camelôs dois meses antes de ir ao cinema: a oficial é de que a equipe do filme teve equipamentos e objetos subtraídos, inclusive uma cópia do filme praticamente pronto, o que explica o fato do filme chegar antes à pirataria; a outra é de que havia um lobby para que o filme não fosse para o cinema, que fosse CENSURADO (como é Brazil é melhor não duvidar), a polícia estava descontente com o longa-metragem, então se lança o filme via pirataria, o estrago já estaria feito e não podia mais censurar um filme visto pelas pessoas, inclusive os vendedores da cópia pirata no Rio gritavam “Tropa de Elite, compre antes que os policiais proíbam!”, tem sentido, seria difícil um diretor brasileiro ter um filme censurado, seria um rebuliço, mas pra quem foi chamado a prestar esclarecimento…; outra tese é que a cópia lançada foi uma estratégia de marketing do filme, de qualquer forma a cópia pirata de Tropa de Elite resultou em um estrondoso pré-lançamento orquestrado pela pirataria que fez o filme bombar!

Tropa de Elite traz outra discussão, dessa vez sobre a pirataria, não a história narrada pelo capitão Nascimento, mas o filme e seus números, vamos a eles: 76 mil sites na internet disponibilizam o filme para baixar (download), 5 mil cópias de Tropa de Elite são vendidas só no Rio, e no Brasil(?), ou seja, um sucesso. Esses dados são da Revista Veja, de Setembro de 2007, que traz uma matéria de capa sobre o longa de José Padilha.Todo mundo assistiu ao Tropa de Elite, ou quase. Deve ser isso que mais agrada aos produtores, a quem faz cinema. Sem a pirataria Tropa de Elite não seria o mesmo: o grande sucesso, o filme mais visto e comentado de 2007.

E isso faz com que se fale da pirataria, um termo pesado e pejorativo, de maneira mais acertada, como coloca Jeorge Segundo (Acadêmico de Jornalismo da UFPB) “A pirataria tem seu lado bom em tornar mais acessível à arte e cultura (que é um bem de consumo hoje) e de alguma forma, levar um pouco de conscientização à muitos pessoas?” A resposta é sim, a sociedade é a do dinheiro e no geral as pessoas não tem, e por isso não tem acesso aos bens culturais/de consumo, a pirataria quebra u pouco com essa lógica injusta. Jeorge continua com o questionamento: “ Ou devemos apenas enxergar todos os males (sonegação fiscal, desvalorização de direitos autorais, a própria corrupção mostrada também no filme)”. Havia um receio de que a pirataria quebrasse a bilheteria do filme,uma bobagem, e mais ainda gente com um discurso dito “politizado” contra a pirataria “Não assista a cópia pirata do filme”, quem iria esperar dois ou mês o filme no cinema? E na locadora, lembrando que nem todas as cidades brasileiras têm sala de cinema? Além do mais o filme não perdeu, ganhou com praticamente zero em divulgação e o longa estorou! Um excelente filme com direção, roteiro e elenco, um filme inteiro.

Tropa de Elite escora a idéia de que as pessoas que fumam um baseadinho ou bequizinho- no caso a Classe Média- financia o tráfico de drogas e seus desdobramentos. Perfeito, por que a polícia pensa assim! Essa tese se fundamenta, não que a classe média e os usuários de drogas sejam culpados por toda a desgraça nesse Brasil, como a corrupção na Policia e a falência do Estado num dominado por um sistema, como é bem trabalhado no filme. Fica a indignação do capitão Nascimento: “Eu sempre me pergunto: Quantas crianças temos que perder no tráfico para playboy fumar seu baseado?” E são milhares de crianças que morrem pro bacaninha fumar se baseadinho!

dezembro 31, 2007 at 3:25 pm Deixe um comentário

o silêncio

                                                

“Quando não somos capazes de falar devemos ficar em silêncio”

Geertz

dezembro 9, 2007 at 1:05 pm Deixe um comentário

Luxuria

luxuria4.jpg http://www.gnosisonline.org/Tantrismo/images/luxuria4.jpg

A Musica Luxuria de  Isabella Taviani, cantora compositora, e uma delicia, deixo a letra.

 Luxúria

Dobro os joelhos
Quando você, me pega
Me amassa, me quebra
Me usa demais…

Perco as rédeas
Quando você
Demora, devora, implora
E sempre por mais…

Eu sou navalha
Cortando na carne
Eu sou a boca
Que a língua invade
Sou o desejo
Maldito e bendito
Profano e covarde…

Desfaça assim de mim
Que eu gosto e desgosto
Me dobro, nem lhe cobro
Rapaz!
Ordene, não peça
Muito me interessa
A sua potência
Seu calibre, seu gás…

Sou o encaixe
O lacre violado
E tantas pernas
Por todos os lados
Eu sou o preço
Cobrado e bem pago
Eu sou
Um pecado capital…

Eu quero é derrapar
Nas curvas do seu corpo
Surpreender seus movimentos
Virar o jogo
Quero beber, o que dele
Escorre pela pele
E nunca mais esfriar
Minha febre…

Eu quero é derrapar
Nas curvas do seu corpo
Surpreender seus movimentos
Virar o jogo
Eu quero é beber, o que dele
Escorre pela pele
E nunca mais esfriar
Minha febre…

Desfaça assim de mim
Que eu gosto e desgosto
Me dobro, nem lhe cobro
Rapaz!
Ordene, não peça
Muito me interessa
A sua potência
Seu calibre, seu gás…

Sou um encaixe
O lacre violado
E tantas pernas
Por todos os lados
Eu sou o preço
Cobrado e bem pago
Eu sou
Um pecado capital…

Eu quero é derrapar
Nas curvas do seu corpo
Surpreender seus movimentos
Virar o jogo
Quero beber, o que dele
Escorre pela pele
E nunca mais esfriar
Minha febre…

Eu quero é derrapar
Nas curvas do seu corpo
Surpreender seus movimentos
Virar o jogo
Eu quero é beber, o que dele
Escorre pela pele
E nunca mais esfriar
Nunca mais esfriar
Nunca mais esfriar
Minha febre…

 

http://vagalume.uol.com.ar/isabella-taviani/discografia/isabella-taviani-ao-vivo.jpg

dezembro 5, 2007 at 7:29 pm Deixe um comentário

Escrevo….

                     

Escrevo sem pensar tudo o que meu inconsciente grita. Penso depois não só parar corrigir, mas para justificar o que escrevi.

(desconheço o autor da frase).

No meu caso, eu escrevo para pensar e penso para escrever!

dezembro 5, 2007 at 7:06 pm Deixe um comentário

O campeão moral do Campeonato Brasileiro é…

 

 

O campeão moral do Brasileiro de 2008 que já acaba na próxima rodada não é São Paulo, é…um pouco de suspense.. o Flamengo, claro. Um time que esteve área de rebaixamento, e com gana, esforço e futebol
subverteu os obstáculos e as dificuldades, e no jogo de domingo conquistou com a vaga na Libertadores!

Se o campeonato não fosse amarrado no ponto corrido (ou seja, quem acumulou mais pontos é o campeão) o Brasileirão seria mais animado, com oitava, quartas e semi-finais. Não esse modelo pseudo justo em que já se sabe antes do término do torneio quem é o vencedor!

Agora é a Libertadores!

novembro 26, 2007 at 10:46 pm Deixe um comentário

Solidão Boa?!

 

 Solidão boa não é nenhum paradoxo! Acreditem. Solidão só existe em relação aos outros, é fato, se é assim, é o encontro com a gente mesmo.

Lembra da nossa casa: mãe falando de um lado, pai que assisti ao jogo de futebol na Tv, irmão que ouve música alta e o outro que grita. Já pensou eles de férias,e você sozinho/a em casa ou em outro lugar?! Que solidão maravilhosa, é possível ouvir música em bom tom, locar todos os filmes, estudar, meditar,andar nu/a pela casa, mais liberdade.. A solidão tem esse lado B. Sabe quando você está cansado de um relacionamento, ou de uma série e que se dá um tempo?! A solidão é  a pedida, mas não uma solidão triste

A solidão possibilita o contato com o nosso eu, e isso falta na pressa do dia a dia.

“As vezes ando só, trocando passos com a solidão”

Uma linda cena, não?! Solidão “Alegre” (talvez exagero), Produtiva e principalmente Saudável, oposta a solidão estereotipada tipo triste e mórbida.Visão de quem amadureceu e saber tirar proveito desse momento.

“Momentos que são meus, e que não abro mão”

Ocasião essa necessária ao crescimento e conhecimento pessoal que não pode ser deixado de lado. Ainda mais quando se sai de um relacionamento em que se era uma parte (metade) que formava um ser/todo com outra pessoas.Então o momento é de reconstrução e reflexão, por isso o não abro mão.
Já sei olhar o rio por onde a vida passa/Sem me precipitar, e nem perder a hora/Escuto no silêncio que há em mim e basta/Outro tempo começou pra mim agora

É o amadurecimento, o fruto da troca de passos com a Solidão, eu suponho. Pra Rua me Levar no album Ana e Seu Jorge, ele entra nessa música com seu vozeirão cantando esses versos que corresponde a segunda estrofe da canção.

novembro 26, 2007 at 7:55 pm Deixe um comentário

Benedita Silva em Páginas Pretas na Revista Raça Brasil

 revistaraca.jpg

Benedita Silva em Páginas Pretas na Revista Raça Brasil, entrevistada por Mauricio Pestana. Nesta revista acima, com Lucy Ramos de capa!

“A primeira vez que estive com Benedita da Silva foi no lançamento de um de meus livros Manual de Sobrevivência do Negro no Brasil no início dos anos 90, no Rio de Janeiro”, recorda Maurício Pestana, presidente do conselho editorial de RAÇA BRASIL, minutos antes de iniciar esta entrevista. Passaram mais de uma década e neste período a ascensão política de Bené (como carinhosamente é chamada) atingiu níveis jamais conquistados por um negro no Brasil: foi vereadora, deputada, senadora, ministra e governadora. “Sua trajetória tem servido de inspiração e também de críticas, mas, seja qual for a opinião, uma coisa é certa: Benedita da Silva tem lugar seguro na história política do Brasil. Como você poderá comprovar nesta entrevista concedida à RAÇA BRASIL”.

A SENHORA OCUPOU PRATICAMENTE TODAS AS ESFERAS DE PODER EM SEU ESTADO. FOI VEREADORA, DEPUTADA, SENADORA E GOVERNADORA, COMO É LIDAR COM O PODER SENDO NEGRA, EM UM PAÍS QUE O PODER É MAJORITARIAMENTE MASCULINO E BRANCO?

Isto é uma conquista. Certamente minha militância tem demonstrado os resultados que tenho até então para fazer com que o negro ocupe um espaço, e de destaque, isso não signifi ca dizer que acabou o racismo, o negro está chegando, porque estamos lutando e batalhando. Na medida em que você tem consciência da existência da desigualdade social com marcas profundas na desigualdade racial e queira levar isso como bandeira na política, temos que trabalhar muito, não é fácil, então tenho como grande desafi o em todos os espaços que ocupo poder estar na condição de mulher negra num país visivelmente preconceituoso. Mas é importante dizer o quanto é sofrido para quem levantar essa bandeira no convívio e na disputa do poder.

PARA SENHORA, UMA PESSOA DE ORIGEM HUMILDE, COMO A MAIOR PARTE DA POPULAÇÃO NEGRA E EXCLUÍDA DESTE PAÍS QUAL O MAIOR OBSTÁCULO QUE O NEGRO ENFRENTA PARA CONQUISTAR A ASCENSÃO E O PODER POLÍTICO?
Primeiro o descrédito. Culturalmente nós negros temos que trabalhar e conviver com o descrédito, vamos ouvir o tempo todo “isto não vai dar certo, isto não vai levar a lugar algum”, temos que enfrentar o fato da nossa imagem não estar associada historicamente à inteligência, que o espaço a ser ocupado não é o nosso, enfrentar as rasteiras, aquelas coisas que você sabe…

Ficam evidentes o preconceito, a disputa, você observa que seu adversário está incomodado com sua imagem, com sua inteligência.

NA CONDIÇÃO DE SECRETARIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL E DOS DIREITOS HUMANOS, COMO TEM SIDO TRABALHAR EM UM GOVERNO QUE VEM SENDO ACUSADO DE ENDURECER E DE ATÉ USAR DE UMA CERTA TRUCULÊNCIA NAS COMUNIDADES ONDE VIVEM A MAIORIA DA POPULAÇÃO NEGRA DO RIO DE JANEIRO?

O governo do estado do Rio de Janeiro pela primeira vez em muitos anos tem uma aliança muito forte com o governo federal, que está investindo seus equipamentos, no saneamento básico dentro do Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC).

Hoje, o resultado que nós temos é este abandono mas, o governo do estado do Rio de Janeiro está entrando nas comunidades para dar segurança e oportunidades.

“Culturalmente nós negros temos que trabalhar e conviver com o descrédito… Temos que enfrentar o fato da nossa imagem não estar associada historicamente à inteligência, que o espaço a ser ocupado não é o nosso…”

EXISTEM SETORES DO MOVIMENTO NEGRO (PRINCIPALMENTE NO RIO DE JANEIRO) QUE A ACUSAM DE NÃO TER UMA MAIOR PARTICIPAÇÃO JUNTO À QUESTÃO RACIAL. COMO A SENHORA VÊ ISSO?
Dizer que a minha história não faz parte do sucesso da nossa luta é não ter o mínimo de visão, ou melhor, é ter uma visão restrita, minha primeira aliança não foi a partir da cor da pele, porque a cor da pele pelo contrario, em algum tempo eu a rejeitei, porque ela signifi cava o horrível, o feio, o ruim, o analfabeto, o ignorante, o que morava em piores condições e passava fome, então eu poderia negar isso, sempre tive instrumentos para negá-lo. Graças a Deus, tive a oportunidade de ter militância em diferentes movimentos, e sou uma pessoa completa porque sou do movimento das mulheres, sou do movimento negro, sou do movimento do favelado. Então quem tem esta trajetória, quem tem este acúmulo, tem uma visão muito mais abrangente porque eu não conheço só os negros que conseguiram chegar às universidades, nem apenas os negros que conseguiram chegar às instituições do movimento negro, eu conheci aqueles negros que não serviram de inspiração para livros, mas que eram minha própria história, minha própria vida.

COMO FOI SUA VIDA À FRENTE DE UM MINISTÉRIO DO GOVERNO LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA?
Tenho orgulho de ter passado pelo do qual recebi do Presidente Lula, um ministério com verba, com poder e não uma salinha… Construímos um grande trabalho que frutifi cou e que tem sido um dos grandes instrumentos para as políticas sociais do governo, que é o Ministério da Assistência Social, hoje, Desenvolvimento Social de Combate à Fome. Tenho orgulho de minha passagem pelo governo.

A SENHORA RECEBEU DEZENAS DE ACUSAÇÕES POR CONTA DA VIAGEM QUE CULMINOU EM SUA SAÍDA DO MINISTÉRIO, COMO FOI CONVIVER COM TUDO AQUILO? ACREDITA QUE A IMPRENSA E A JUSTIÇA SÃO MAIS RIGOROSOS QUANDO O ACUSADO É NEGRO?
Não tenha dúvida! Eu afi rmo, são muito mais rigorosos. Mas não é só a imprensa não, lamentavelmente nós não encontramos apoio. Lamentavelmente a manifestação de solidariedade em relação aos que não são negros é bem maior do que da nossa comunidade.

Quero afi rmar aqui que não existe tolerância conosco, não existe solidariedade conosco…

QUE CONSELHO DARIA PARA O JOVEM QUE HOJE ALMEJA GALGAR UMA CARREIRA DE SUCESSO COMO A DA SENHORA NA POLÍTICA?
O que eu diria para os jovens, tenho visto nossa juventude engravidando muito cedo, constituindo família muito cedo, com compromissos familiares muito cedo. Sempre que posso, oriento a não entrarem nesta, não entre, por pior que seja a sua situação econômica, por maior que seja o racismo, a uma luz no caminho: o saber! Primeiro o saber não ocupa lugar, ninguém pode tirar de você aquilo que você sabe, portando, acredite, tenha esperança, tenha fé. É importante que tenha toda energia para enfrentar os obstáculos.

HOJE, EXISTE UMA DISCUSSÃO MUITO GRANDE EM RELAÇÃO À INTOLERÂNCIA QUE ALGUMAS RELIGIÕES EVANGÉLICAS, SOBRETUDO, AS NEOPENTECOSTAIS COM RELAÇÃO ÀS RELIGIÕES DE MATRIZES AFRICANAS. COMO A SENHORA, UMA MULHER EVANGÉLICA, SE POSICIONA A ESTE RESPEITO?
A constituição federal garante os direitos individuais e coletivos da livre manifestação da religiosidade e ponto. Particularmente, sou evangélica apesar de ter vivido com os meus pais que praticavam a umbanda. Fui nascida na umbanda, praticava a umbanda, fui uma pessoa que tive uma trajetória no sincretismo, talvez isso tenha amadurecido meu grau de tolerância, mas toda a cultura evangélica não foi uma cultura que ajudou a compreender esse grande direito, que é o direito das pessoas livremente manifestarem a sua espiritualidade seja na religião A ou B. É uma coisa que estou dizendo não apenas à da RAÇA BRASIL, mas é uma coisa que falo com padres quando participo de seminários e debates sobre a intolerância. Não só com a questão da religiosidades até mesmo das discussões sobre as opções sexuais de diretos individuais e coletivos que a sociedade tem. Sempre deixo claro que a sociedade brasileira é uma sociedade plural e que a constituição brasileira nos garante o direito de pensar e expressar nosso pensamento.

“Lamentavelmente a manifestação de solidariedade em relação aos que não são negros é bem maior do que da nossa comunidade. Quero afi rmar aqui que não existe tolerância conosco, não existe solidariedade conosco…”

OS ESTADOS UNIDOS JÁ DISCUTEM UMA CANDIDATURA NEGRA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, QUANDO A SENHORA ACREDITA QUE PODEREMOS CHEGAR A ESTA CONDIÇÃO?
Só depende de nós. Não vamos esperar que ninguém fabrique uma candidatura negra, seja para ocupar qualquer espaço, depende de nós, de trabalharmos para que essa candidatura aconteça. E vai ser uma grande batalha, assim como é uma batalha para a mulher — sendo negra mais ainda. Ainda vale aquela frase do Vandré “Quem sabe faz a hora”, eu acho que depende de nós.

A SENHORA JÁ OCUPOU O CARGO DE SENADORA, CONHECE BEM AQUELA CASA, COMO VIU A ABSOLVIÇÃO DO PRESIDENTE RENAN CALHEIROS?
Olha, eu conheço aquela casa e sei perfeitamente as implicações e difi culdades de uma votação por lá se eles fi zeram certo ou errado, o Congresso tem poderes plenos para tomar a decisão. O senado também expressa a vontade do povo, isto quer dizer que todas aqueles senadores são representantes do povo tanto os que estavam contra como os que estavam a favor, portanto emitir opinião é uma decisão sempre muito complicada. No tempo que passei pelo Congresso, sempre defendi o voto aberto, mas enfim já decidiram.

ALGO QUE A SENHORA DESEJARIA DIZER A MAIS?
Eu quero parabenizar a RAÇA BRASIL que tantas alegrias nos tem dado. E, nesta nova fase da revista, estou muito feliz por poder estar dando a minha opinião aqui nas “Páginas Pretas”. Pra ser sincera, eu sempre teci comentários de que a nossa revista — porque eu a tenho como nossa — deveria ser mais completa e ela para ser mais completa, deveria ter política. Na estréia desta seção [setembro] li um assunto altamente badalado que foi colocado em alto nível — acompanhei debates com fi guras de São Paulo, do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul sobre o sistema de cotas. Talvez, muitas pessoas não conhecessem o reitor Timothy Mulholland. Na entrevista ele falou da violência, com que nossa luta é tratada, agora se ele sentiu essa violência imagine nós o que temos passado para que hoje a nossa revista tenha estas “Páginas Pretas”? Acho que tem sim que informar as pessoas sobre política: ela também faz parte do mundo negro. É possível que amanhã digam para nós que temos que tratar da nossa cultura, que a gente só tem que tratar da nossa beleza, do nosso cabelo… Mas, temos que tratar da nossa política também até porque a nossa beleza dança e fi ca totalmente no anonimato se não tivermos a nossa política. Nós não estaremos diplomados se não tivermos a nossa política.

http://racabrasil.uol.com.br/Edicoes/115/artigo64566-1.asp

novembro 26, 2007 at 12:34 pm 3 comentários

O Curso mais concorrido

E no vestibular mais concorrido do Brasil, o curso mais procurado não é Medicina, Direito, Engenharia, Odontologia ou Arquitetura, é Jornalismo.

Jornalismo é o curso mais concorrido da Fuvest 2008Carreira registrou 41,63 candidatos por vaga. O curso de medicina apresenta 33,99 vestibulandos na disputa por cada vaga.

 Fonte G1

 

Há mais de dez anos sem liderar o ranking dos cursos mais disputados do vestibular da Fuvest, fundação que realiza os processos seletivos da Universidade de São Paulo (USP), da Faculdade de Ciências Médicas Santa Casa e da Academia de Polícia Militar do Barro Branco, jornalismo chegou ao topo da disputa e é a carreira mais concorrida do vestibular 2008. Ao todo, a carreira registrou 41,63 candidatos por vaga. No ano passado, o curso era a segunda carreira mais disputada, com 44,75 vestibulandos por vaga.

 Concorrência da Fuvest 2008 A segunda carreira mais procurada pelos vestibulandos é a de publicidade e propaganda, com 41,02 c/v. O curso caiu uma posição no ranking dos mais procurados – no ano passado ele liderava a concorrência, com 45,74 candidatos por vaga. Em terceiro lugar está o curso de relações internacionais, com 36,88 candidatos disputando cada vaga. E no vestibular mais concorrido do Brasil, o curso mais procurado não é Medicina, Direito, Engenharia, Odontologia ou Arquitetura, é Jornalismo.O curso de medicina registrou 33,99 candidatos por vaga, concorrência maior do que no ano passado, que ficou em 32,43. A carreira de oficial da polícia militar (masculino) também registrou aumento da concorrência: 26,93 candidatos por vaga em 2008 contra 20,98 no ano passado.

 

novembro 24, 2007 at 5:49 pm 2 comentários

The Bubble, o filme


Por Liliam Freitas

The Bubble não é mais um filme dentre outros, é o filme. Também não é mais um filme homossexual ou que versa sobre relacionamento gay, é para além disso. Com direção de Eytan Fox que divide o roteiro com Gal Uchovsky nasce The Bubble: filme sério, tocante, inteligente e humano que a partir do romance entre um israelense e um palestino trata de questões políticas como a briga histórica entre Israel e Palestina, Terrorismo e o sofrimento do homem diante dessa “guerra estúpida”. Tudo isso sem ser chato!

Noam, um israelense que trabalha numa loja de discos e mora num apartamento em Tel Aviv com dois amigos: Yelli, gerente de um café e Lulu, vendedora de cosméticos. E todos levam suas vidas sem muitas preocupações com os problemas políticos. Isso até o palestino, Ashraf, entrar na história , e serem afetados pela “política de guerra”.

 

A vida de Noam e Ashraf se cruzam na fronteira de fiscalização, um cenário totalmente adverso e inóspito à vida e à humanidade, mas não ao amor. Esse deve ser o recado de Eytan Fox. Asharf acha os documentos de Noam, com esse pretexto ele vai à Tel Aviv entregá-los junto com seu coração ao israelense.

 

O amor é realmente é lindo, o filme mostra isso, entre os amigos (Noam, Lulu e Yelli) e o palestino e o israelense, pena que a realidade não seja assim: o terrorismo, a ignorância e a guerra são muitos feios e maus. Por isso o gênero do filme é drama!

 

Os conflitos entre as duas nações tornam-se obstáculos ao amor de Noam que mora em Israel onde a diversidade sexual é aceita, diferente da Palestina. Com isso Ashraf não pode morar em Tel Aviv, não é seguro ao mesmo tempo que não podem viver na cidade de de Ashraf. Para onde vai então esse amor? Ver o filme, confiem na genialidade de Eytan Fox.

 

O filme também brinda aos telespectadores com uma trilha sonora rica, bela, enfim, perfeita. O fato de Noam trabalhar numa loja de dsicos, ou de música, é bem aproveitado, com direito a música brasileira. Parabéns para Ivri Lider que assume a direção musical de The Bubble.

 

Assistam ao filme The Bubble quem ainda não o fez! Faz bem o encontro com a Sétima Arte.

 

Ficha Técnica

 

Título Original: Ha-Buah
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento (Israel): 2006
Site Oficial: http://www.thebubble.msn.co.il
Estúdio: Metro Productions / Uchovsky Fox
Distribuição: Imovision
Direção: Eytan Fox Roteiro: Gal Uchovsky e Eytan Fox
Produção: Ronen Ben Tal, Amir Feingold e Gal Uchovsky
Música: Ivri Lider Fotografia: Yaron Scharf
Desenho de Produção: Nahumi Loz
Direção de Arte: Ido Dolev
Figurino: Oren Dar
Edição: Yosef Grunfeld e Yaniv Raiz

 

Elenco

 

Ohad Knoller (Noam) Alon Friedman (Yelli) Daniela Virtzer (Lulu) Yousef “Joe” Sweid (Ashraf)
Miki Kam (Mãe de Lulu)
Shredi Jabarin (Gihad)
Lior Ashkenazi (Lior Ashkenazi)
Tzion Baruch (Shaul)
Oded Leopold (Sharon)
Zohar Liba (Golan)
Yael Zafrir (Orna)
Noa Barkai (Ella)
Yotam Ishay (Chiki)
Avital Barak (Dana)

 

novembro 12, 2007 at 2:28 pm 12 comentários

Oh a Cinderela!

                              

Não é loira, nem branca de olhos azuis ou verdes, é uma negra, linda na campanha do Prêmio Itau Unicef. estamos no Brasil, e campanha é dez!

outubro 25, 2007 at 12:31 am Deixe um comentário

A explicação da cópia pirata do filme Tropa de Elite

Antes do filme Tropa de Elite, direção de José Padilha, ser lançado, ele já estava nas mãos da pirataria, e chegou ao grande público, interrogava-me de como isso aconteceu. Encontrei a explicação, ou uma versão:

“Em novembro de 2006 traficantes do morro Chapéu Mangueira, onde as filmagens eram feitas, seqüestraram parte da equipe que trabalhava no filme e roubaram as armas cenográficas. 59 delas eram réplicas e 31 verdadeiras, adaptadas para tiros de festim. As filmagens foram paralizadas por cerca de duas semanas.

Após ter a equipe seqüestrada e as armas cenográficas roubadas durante as filmagens de Tropa de Elite, o diretor José Padilha teve uma cópia pirata do filme circulando antes de sua estréia nos cinemas. A cópia, que não era a edição definitiva do filme, foi vendida em camelôs 2 meses antes do lançamento.”

Fonte: http://www.adorocinema.com

outubro 22, 2007 at 5:27 pm Deixe um comentário

Grandes Presenças na 1ª Feira do Livro de São Luís

De 18 a 27 desse mês, Outubro, acontece em São Luís a 1ª Feira do Livro, uma espécie de Bienal do livro com Encontros com Escritores, Seminários Temáticos, Paletras, Oficinas, Exposições, Espetáculos Artísticos, Atividades Infantis, Café Liteário, Cine Clube Literário, Lançamento e Venda de Livros. Um evento e tanto!

Os escritores que vem a 1ª Feira Literária de São Luís são:
Dia 19 – Thiago de Mello

Dia 20 – Affonso Romano de Sant’Anna

Dia 21 – Ana Miranda

Dia 22 _ Moacir Scliar

Dia 23 – Nélida Piñon

Dia 24 – Adriano Duarte Rodrigues

Dia 25 – Bartolomeu de Campos Queirós

Dia 26 – Ignácio de Loyola Brandão

Dia 27 – Ariano Suassuna

Promoção da Prefeitura de São Luís

o site do evento

http://www.feiradolivro.saoluis.ma.gov.br/

outubro 11, 2007 at 6:13 pm Deixe um comentário

meu novo velho blog

O wordpress é meu novo blog, mas voltei e fiz as pazes com meu ex, o blogger: http://pontoinicial.blogspot.com

visitem

O link vai continuar na coluna a direita desse blog intitulado Meu outro blog!

setembro 20, 2007 at 10:54 pm Deixe um comentário

Movimento Comenta!

 

 

O número de comentários no meu blog e em outros é inversamente proporcional à quantidade de textos e visitas ao blog. Daí falei com uma amiga blogueira, Mayalu, que a gente poderia propor o Movimento Comenta!

Para quem escreve e posta textos é fundamental a participação dos leitores, o feed back, indo pro inglês. Eu levanto a tese, questiono e quero e é importante que as pessoas se posicionem, em especial meus leitores. Assim, melhoro, a escrita e a forma de abordagem, descubro o que faltou texto … As pessoas entram, e quando comentam ainda o fazem pelo orkut ou email, quando o principal palco do debate é o blog, a arena de discussão. Por isso o movimento Comenta!
Então comenta!

setembro 20, 2007 at 2:20 pm Deixe um comentário

O Patinho Feio

 

Era uma vez …

Uma patinha que teve quatro patinhos muito lindos, porém quando nasceu o último, a patinha exclamou espantada:
- Meu Deus, que patinho tão feio!
Quando a mãe pata nadava com os filhos, todos os animais da quinta olhavam para eles:
- Que pato tão grande e tão feio!
Os irmãos tinham vergonha dele e gritavam-lhe:
- Vai-te embora porque é por tua causa que toda a gente está a olhar para nós!

Afastou-se tanto que deu por si na outra margem. De repente, ouviram-se uns tiros. O Patinho Feio observou como um bando de gansos se lançava em voo. O cão dos caçadores persegui-o furioso.

Conseguiu escapar do cão mas não tinha para onde ir, não deixava de andar. Finalmente o Inverno chegou. Os animais do bosque olhavam para ele cheios de pena.
- Onde é que irá o Patinho Feio com este frio? Não parava de nevar. Escondeu-se debaixo de uns troncos e foi ali que uma velhinha com um cãozinho o encontrou.
- Pobrezinho! Tão feio e tão magrinho!
E levou-o para casa.

Lá em casa, trataram muito bem dele. Todos, menos um gatinho cheio de ciúmes, que pensava: “Desde que este patucho está aqui, ninguém me liga”.

Voltou a Primavera. A velha cansou-se dele, porque não servia para nada: não punha ovos e além disso comia muito, porque estava a ficar muito grande.
O gato então aproveitou a ocasião.
- Vai-te embora! Não serves para nada!

A nadar chegou a um lago em que passeavam dois belos cisnes que olhavam para ele. O Patinho Feio pensou que o iriam enxotar. Muito assustado, ia esconder a cabeça entre as asas quando, ao ver-se reflectido na água, viu, nada mais nada menos, do que um belo cisne que não era outro senão ele próprio.

Os cisnes desataram a voar e o Patinho Feio fugiu atrás deles.
Quando passou por cima da sua antiga quinta, os patinhos, seus irmãos, olharam para eles e exclamaram:
- Que cisnes tão lindos!

adaptação de um conto de Hans Christian Andersen
ps: nota da editora, rs, muitas vezes no sentimos um patinho feio, mas a verdade é que somos belos cisnes, então fica isso belo conto do Andersen

setembro 20, 2007 at 12:54 pm 1 comentário

Vergonha

                   

Isso é Brazil, como diria meus pais! Vergonha! Eu recebi essa mensagem no meu email e como protesto por um país mais decente, coloco aqui !

“Isso foi exibido em todos os telejornais noturnos na quinta feira (11/03/04). Paulo, 28 anos, casado com Sônia, grávida de 4 meses, desempregado há dois meses, sem ter o que comer em casa foi ao rio Piratuaba-SP a 5km de sua casa pescar para ter uma “misturinha” com o arroz e feijão, pegou 900gr de lambari, e sem saber que era proibida a pesca, foi detido por dois dias, levou umas porradas. Um amigo pagou a fiança de R$280,00 para libera-lo e terá que pagar ainda uma multa ao IBAMA de R$724,00.

Sua mulher Sônia grávida de 4 meses sem saber o que aconteceu com o marido que, supostamente, sumiu, ficou nervosa e passou mal, foi para o hospital e teve aborto espontâneo. Ao sair da detenção, Ailton recebeu a noticia de que sua esposa estava no hospital e perdeu seu filho, pelos míseros peixes que ficaram apodrecendo no lixo da delegacia.

Quem poderá devolver o filho de Sônia e Ailton?


Henri Philippe Reichstul, de origem estrangeira, Presidente da PETROBRAS.
Responsável pelo derramamento de 1 milhão e 300 mil litros de óleo na
Baía da Guanabara. Matando milhares de lambaris  e pássaros marinhos; responsável pelo derramamento de cerca de 4 milhões de litros de óleo no Rio Iguaçu, destruindo a flora e fauna e comprometendo o abastecimento de água em várias cidades da região. Crime contra a natureza, inafiançável.

Encontra-se em liberdade. Pode ser visto jantando nos melhores restaurantes do Rio e de Brasília.

Esta é uma campanha em favor da VERGONHA NA CARA.”

””””””””””””””””

Flickr agora em português. Você clica, todo mundo vê. S

setembro 13, 2007 at 2:39 pm Deixe um comentário

Mais Maranhensidade!

 

No aniversário de quase quatro séculos de existência, São Luís, capital do estado do Maranhão, nos seus 395 anos, a prefeitura presenteou à população com uma programação cultural que incluía curtas no Centro de Criatividade Odylo Costa Filho, música na praça Nauro Machado e o show de Arthur Moreira Lima e a cantora Daniela Mercury na praça Maria Aragão, no 8 de setembro.

                                              
O destaque dessa programação foi mesmo a cantora baiana Daniela Mercury. Paradoxo não?! A capital é maranhense, no entanto a cantora é baiana, trazida da Bahia! E os artistas daqui? Não há!
Fui ao show. Ainda ouvi e vi o Arthur Moreira Lima. Bingo! Música Clássica que mais combinaria mais com cantores da terra, musica universal com uma mais local. Mas no caso da Daniela Mercury não. O show dela foi muito bom por sinal, Balé Mulato, trabalho que congrega Musica, Dança e Percussão.Mas..Não adianta a pseudo argumentação de que em termo s culturais Salvador e São Luís são semelhantes, ísso é ser simplista. São Luís é Maranhão, não Salvador nem Bahia.
A prefeitura gasta uma nota com gente de fora, enquanto poderia gastar menos e produzir mais em termos de cultura e incentivos. O atual governo vem com o discurso de maranhensidade [não vou entrar muita na questão, fica pra próxima sobre a maranhesidade, mas é um discurso que há algo de aproveitável e outra não], e a prefeitura na contramão com a baianidade. Há tanta gente boa por aqui, porém se resolve ir a Salvador. Preferia Zeca Baleiro, Rita Ribeiro, Alcione, Flávia Bittencourt,ou outros, inúmeros bons ainda desconhecido!Quem será que virá nos próximos, já veio Elba Ramalho, agora Daniela Mercury? Pode ser Lenine, Chico César, margarete Menezes…, um não maranhense.

setembro 12, 2007 at 5:38 pm Deixe um comentário

Cabelo de Negro

 Como tudo que é do negro no Brasil é marginalizado ou/e considerado ruim, como o
cabelo do negro não é diferente.

Na aula, a professora pergunta: – “Qual é o tipo de cabelo do branco?”
A resposta sai fácil: -”Liso!”

-”E o cabelo do negro?”ela pergunta
A resposta parece mais dificil de sair: “Duro!” diz o universitário da frente.
E a professora- “Não, é pichaim!”

O cabelo do negro é duro, ruim ou bombrill. Na verdade é o pichaim.

Uma amiga contribuiu muito mais com esses adjetivos, um tanto pejorativos, para dizer
o mínimo. Numa conversa em que eu comentava o texto Velhas Teses e Novas Estratégias, de Sueli Carneiro, colacava o fato de uma negra que usava dread no cabelo que passou em primeiro lugar para ser atendente na Agencia Correios. E aí a gerente num discurso racista diz que é preciso boa aparência! E pergunta se ela, a negra, lava o cabelo?
A minha amiga já tinho lido o texto disse simplesmente que “cabelo de negro não entra
água!” Explicou, falou que quando o negro molha o cabelo ficam as goticulas na superfície
do cabelo, mas não convenceu. No fundo, afirmava que negro, com dread ou não, não lavava o cabelo pela impossiblidade da água adentrar no cabelo. Uma declaração burra e racista também!

                                           

setembro 7, 2007 at 1:30 pm 9 comentários

A Impossibilidade de Ser Pãe

                                                                                                                  

 Liliam Freitas 

Nunca havia refletido sobre o ser pãe, apesar do termo fazer parte do nossa vida e nosso vocabulário. Essa palavra, em geral, refere-se às mulheres que supostamente exercem o papel de mãe e pai, daí pãe. Digo pãe e a impossibilidade de sê-lo de acordo com a incoerência desse discurso. A mulher pode exercer o papel de mãe, mas não o de pai. A mulher já galgou tantas posições (e ainda tem outras) que acredita que pode ser mãe e pai. E não pode! Ela pode sim ser uma profissional competente, a dona de casa esforçada, e mãe /educadora que cuida do filho sem a parceria do companheiro e que nem divide  as múltiplas tarefas com ela. Ela pode ser uma supermãe, a mãe heroína ou uma grande mãe/mãezona, entretanto pai não, por mais que  a responsabilidade educacional sobre o filho recaía mais ou apenas nela.

As mães, comumente, chamadas  de pães são esteios de família. Trabalham, cuidam do/a(s) filho/a(s) e da casa, e se tornam chefe da casa… mil e uma tarefas e responsabilidades, tanto no trabalho quanto no lar. Muitas vezes sem uma parceria, mesmo com um homem ao lado, machista que acha que as coisas de casa são estritamente femininas, trabalha fora,  a mulher também, todavia  não considera o fazer em casa, é macho, não homem… um imbecil!

Quando há a separação familiar, na maioria dos casos, o/a(s) filho/a(s) fica(m) na guarda da mãe. Pior é se a mãe se considera auto suficiente para ser mãe e pai.A arrogância, a prepotência, a mesquinhez, a falta de bom senso e o egoísmo são elevados ao cubo se a mulher adere a produção independente. Ela acredita que pode ser Pãe (pai+mãe) e desmerece a importância do homem/pai. Ela quer um filho, e acha que é normal para isso pegar um espermatozóide ou … para ter o baby. Uma criança sem pai, sem pãe, só com a mãe, uma equação incompleta.

 Eu não sou tradicionalista, nem puritana, sou feminista e sou da opinião de que filho/a merece família-pai e mãe, avós, tios…, pode ser inclusive homossexuais em que os papéis precisam ser exercidos. Planejamento familiar não é só a vontade de ter filho ou financeiro, mas é especialmente psicológico.

Pode parecer moralista, não é meu tipo,contudo considero um crime as mulheres que engravidam de produção independente (por opção), nem revelam aos filhos quem é o pai. Ignoram que o homem/pai  é tão importante quanto a mulher/mãe nesse nobre e produtivo desafio de educar um/a filho/a. O ideal seria que a influência e a participação dos pais[pai/mãe] fosse equivalente, não como hoje em que a mulher tem participado mais, ao tal ponto que já se considera que pode ser pai também. E não pode!

Na minha formação, a minha mãe exerceu a maternidade até mais do que devia, e meu pai se eximiu quando fui crescendo . Ele deve ter ficado com medo da mulher que havia dentro de mim. Há pouco tempo ainda chamava minha mãe de pãe, hoje sei que ele nunca foi, mas foi uma super mãe, fez tudo que eu queria (erro dela, rs), uma mãe curujissíma. Minha mãe… meu pai estava lá , sempre lá. Quando era pequena, bem pequena, bebê, chamava por ele, meu pai, eu passava mal, meu pai. Não dizia “Mã, mã”, era “Pa, Pa”, Depois ele sumiu, tanto que eu esqueci dele, mesmo ele sempre morando na mesma casa.

O espaço dele ficou um pouco vazio. Meu pai chegou a ser meu pai no momento mais crucial da minha vida, na minha infância. Na adolescência, ele sumiu. E depois foi exercendo o papel de pai erradamente. Cresci, sou de ferro, ele foi importante, poderia ser mais, se fosse mais pai, amigo, companheiro e inteligente. O primeiro homem da minha vida, me teve nas mãos, chamava por ele numa fase que estava aprendendo a pensar e a falar. Meu pai é um bobo, contudo sem ele minha vida seria outra.. Enfim, os homens /pais são fundamentais  para os filhos, e não são as mulheres que podem fazer esse papel, apenas o de mãe que não é pequeno

setembro 3, 2007 at 8:03 pm 3 comentários

US

                                                         Liliam Freitas

Lembra aquela marca de cigarro mais barata chamada US?  Hoje descobrir que US significa Último Suspiro. rs

agosto 31, 2007 at 4:27 pm Deixe um comentário

É preciso enegrecer o Feminismo!

Liliam Freitas

Eis uma verdade que eu passei acreditar ainda esse mês durante um curso em que Lucinha ministrava aula sobre Gênero e Etnia. E aí ela chegou ao feminimo e colocou a questão da etnia, evidenciou as disparidades nas lutas das Mulheres Brancas e das Mulheres Negras como:

As Mulheres Brancas lutaram para trabalhar X As Mulheres Negras já labutavam desde a escravidão:

As Mulheres Brancas queimaram o soutien X As Mulheres Negras nem tinham o que queimar, muitos menos soutien;

As Mulheres Brancas lutaram por mais direitos como trabalhar e estudar, por uma vida fora de casa, um convívio social e profissional X As Mulheres Negras enquanto isso ficavam em casa fora da discussão, visto que tinham que trabalhar…, já estudar tavez em sonho, pois n adura realidade tinham que cuidar das casas das muitas dondocas que iam pra ruas exigir direitos!

As Mulheres Brancas lutam por outra opressão, a do Homem, ser masculino X As Mulheres Negras pela opressão do Ser Masculino, ou seja, por serem Mulher, e por serem Negra, uma duplas opressão!
Por isso a necessidade de engrecer o feminismo!

agosto 28, 2007 at 5:43 pm 1 comentário

Duas Mil e Trinta e Cinco visitas!

Duas Mil e Trinta e Cinco visitas= 2.035 visitas!O blog chegou a esse número, fico feliz, em menos de um ano. Não é uma questão só de numero/ matemática. Criei esse blog em dezembro do ano passado, se não me falha a memória.

Até aqui foram 105 textos, com esse! O melhor dia de visitas foi totalizado 107 acessos. Hoje foram 66, até o presente momento (15:15 h). Comentários só 49, não dá nem uma média de dois por cada texto, visto que são 105 divido por 49, então, comentem mais, please!
Obrigada sempre!

Esperando Aviões!

agosto 27, 2007 at 6:12 pm Deixe um comentário

Anjos do Sol, o filme

Mais um bom filme brazuca no cinema. Um filme que dói, eu até chorei, impactante, sério e real. É ficção, o filme retrata a cruel realidade da prostituição infantil no Brasil, então é realista! Assisti ao filme hoje de manhã com meus colegas do curso de Comunicação.O filme é de 2006. A SINOPSE é seguinte: Maria (Fernanda Carvalho) é uma jovem de 12 anos, que mora no interior do nordeste brasileiro. No verão de 2002 ela é vendida por sua família a um recrutador de prostitutas. Após ser comprada em um leilão de meninas virgens, Maria é enviada a um prostíbulo localizado perto de um garimpo, na floresta amazônica. Após meses sofrendo abusos, ela consegue fugir e passa a cruzar o Brasil através de viagens de caminhão. Mas ao chegar no Rio de Janeiro a prostituição volta a cruzar seu caminho. A direção do filme é assinada por Rudi  Lagemann! Filme também da Globofilmes. Bem que esse filme merece ir à tela da Globo, e chegar às pessoas!

Deixei dois vídeos, o trailler e uma cena forte que lembra a morte do menino Hélio que evidencia os desmnados nesse país:

 

agosto 27, 2007 at 3:38 pm 2 comentários

A Redação Vencedora do Concurso da Revista RPalternativo

Vou dispor aqui A Redação Vencedora do Concurso da Revista RPalternativo que tematiza sobre Comunicação e Responsabilidade Ambiental.

A Redação é de minha autoria!

Comunicação e Responsabilidade Ambiental

                                                                                                                            Liliam Teresa Martins Freitas

 

Tudo tem a ver com tudo. Não existe nada fora da relação. O universo é feito através das relações de todos os seres. Precisa-se da Comunicação. Precisa-se, então, da relação. Comunicação implica interação entre os sujeitos em sociedade. Quando se trata de comunicação e responsabilidade ambiental, entende-se que a comunicação é social, ou comunicação social, e a responsabilidade também, isto é, a responsabilidade ambiental se aloja dentro da dimensão maior, social.

A Comunicação estabelece o elo entre a sociedade e os estudiosos do meio ambiente. A responsabilidade comunicacional, isto é, da comunicação para com o planeta Terra, consiste em aproximar os assuntos estudados por eles das pessoas, de levá-los ao alcance de todos e relacioná-los ao cotidiano de cada um. Eis o papel da Comunicação. O acesso à informação assim, nesse viés educativo, possibilita reflexão e que se repense no processo hodierno de má utilização e abusiva dos recursos da biosfera, da vida.

Nesse sentido, devem ser abordadas questões como mudanças climáticas, biodiversidade, energia limpa, camada de ozônio, emissão de dióxido de Carbono. Assuntos importantes para todos que não são compreendidos por toda a sociedade. Restritos e tratados apenas por especialistas, técnicos e governantes. Temas de interesses de todos oligopolizados. Para que as pessoas saibam sobre os problemas ecológicos e conheçam mais e se sensibilizem na busca e construção de um modelo verde e concomitantemente maduro e sustentável de vida na Terra é conditio sine qua non a participação dos  profissionais da comunicação.

A responsabilidade dos jornalistas, relações públicas, radialistas e publicitários nas organizações não-governamentais (ONGs), empresas, governos e meio de comunicação de massa (MCM) deriva-se do fato dos comunicólogos influenciarem ou formarem a opinião pública. Dessa forma, a Comunicação não pode se comportar e atuar sem um propósito social e humano, sem ser responsável. Responsabilizar-se é comprometer-se tanto com o homem quanto com as milhares de espécies de vida que habitam a biosfera e são primordiais para manter a camada da vida.

Diversas pesquisas são realizadas e necessitam chegar ao conhecimento da população. Algumas delas manipuladas por interesses políticos tentam esconder o caos. Essa situação é perniciosa, visto que não remete à problemática. O quadro atual é que o mundo agoniza em uma crise ambiental fruto do pensamento, de antes,  de que os recursos eram inesgotáveis. Depois de muito desperdício, o homem descobriu, com a reação do planeta Terra, que os recursos são finitos – por isso os conflitos e guerras mundiais pelo ouro negro, petróleo que acabará. A crise existe, as causas são conhecidas, a gravidade, impactos e possíveis soluções também. Falta ainda mais ação!

Para que  sensibilização para a importância do respeito aos limites ecológicos aconteça naturalmente, e posterior ação, é essencial que a comunicação torne-se  uma plataforma que permita a disseminação da informação, fatos e acontecimentos aliados a fóruns de discussão por meio de artigos, reportagens, colunas, entrevistas com especialistas, programas de televisão e rádio e atividades desenvolvidas por comunidades em prol do habitat em que vivem. Pois, tudo isso permite maior e bem informada participação das pessoas na agenda política, inclusive de políticas públicas ambientais, como para a conscientização da necessidade de ação integrada e urgente de governos, cidadãos, das organizações e empresas.

Com base em toda essa conjuntura, tornam-se primordiais a preocupação e a defesa do desenvolvimento sustentável para superar o ainda reinante modelo de desenvolvimento insustentável pautado em “(…) um tipo de crescimento material que atende apenas uma parte da humanidade – os países industrializados-, deixando os demais na carência, quando não diretamente na fome e na miséria”, segundo Leonardo Boff.  Em consonância com essa reflexão, propõe-se esse tipo desenvolvimentista que respeite as dimensões humana e social. Não é esse modelo que é o centro, e sim a vida, o homem, e a biodiversidade. A Ecologia é social também: depois da última árvore, do último rio, do último peixe, não vai ser possível viver só do dinheiro, não se come dinheiro e as comunidades de vida no planeta estarão no fim, ou prestes.

Nesse processo de destruição da natureza, que significa também fim da vida, a responsabilidade ambiental de cada indivíduo possui impacto sob o meio. E da Comunicação mais ainda, em virtude dela frutificar responsabilidades: de informar, através da informação, educar e conscientizar a sociedade. Caso ela se furte a sua função social, a problemática ambiental estará longe do fim, pois as pessoas ficarão indiferentes às questões ambientais.

agosto 24, 2007 at 11:19 pm 1 comentário

O texto mais badalado

O Texto mais visitado era Desmitificando Cotas, agora é Será que é racismo?! Pena que as pessoas não comentem. Gente pode comentar! Fiquem a vontade, só peço inteligência e bom senso! O Link do Será que é racismo?! deve  ter se espalhado e aí…

agosto 23, 2007 at 3:04 pm Deixe um comentário

Esperando Aviões!

Esperando aviões é o primeiro sucesso do não tão conhecido, porém muito talentoso cantor e compositor mineiro Vander Lee! A Música é linda, uma poesia!

Esperando Aviões (Composição: Vander Lee, dele mesmo, rs)

Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito

Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões

Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações

Pra não ficar chato, está aqui um bom video dele com essa musica que eu adoro

agosto 23, 2007 at 3:00 pm Deixe um comentário

Garganta

Garganta foi o primeiro sucesso de Ana Carolina, foi musica de novela das sete da Globo. Uma música e tanto. Ela, a canção, reaparece no Album Ana e Seu Jorge. Adoro essa musica. Por isso coloco aqui no blog!

agosto 23, 2007 at 2:50 pm Deixe um comentário

Vídeo Engraçado

Está aqui um vídeo engraçado. As meninas pegam a música Garganta cantada pela Ana Carolina e muma espécie de coreografia-encenação. Fica hilário!

agosto 23, 2007 at 2:46 pm Deixe um comentário

A primeira Baixa

                                                                             Liliam Freitas

A primeira baixa no IV Congresso de Jornalistas e Radialistas do Maranhão é a não vinda de Marcelo Tas (Tv Cultura) e Leda Nagle (da TVE), o que é uma pena!

É Torcer pra que tudo dê certo, e o tema que é Mídia Digital e a Democratização da Comunicação seja bem explorado!

agosto 22, 2007 at 9:03 pm Deixe um comentário

IV Congresso de Jornalistas e Radialistas do Maranhão

O IV Congresso Maranhese de Jornalistas e radialistas acontecerá em São Luis nessa quinta, sexta e sábado, dias 23, 24 e 25 no  Rio Poty Hotel. Com destaque para os jornalistas Caco Barcelos(Tv Globo) e Leda Nagle (TVE), e mais o ministro das Comunicações, Hélio Costa. 

agosto 21, 2007 at 9:43 pm 1 comentário

Camelô

Sabe o que é Camelô?! É um agente de difusão cultural. Ouvi uma especialista dizer isso no [Re]corte Cultural, e é mesmo. Ela ainda disse que é um absurdo pessoas que querem ganhar dinheiro vendendo um libro a R$60,00!

agosto 16, 2007 at 11:57 am Deixe um comentário

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