abril 11, 2007 at 1:14 pm Deixe um comentário

 

Nesse blog, escrevi dois textos que versaram sobre Mulheres, Homens e Relacionamentos. O último intitulado Às mulheres e…também aos homens que causou um certo estilhaço. Como diz KINGSLEY AMIS “Se não for para atazanar alguém, não faz muito sentido escrever.”E com Paulo Francis “Gosto que me leiam e saibam o que acho das coisas. É uma forma de existir” . Não retiro o que afirmei, procurei mais o que escrever. Então liguei para uma amiga e pedi que me emprestasse o livro de que ela havia me falado Eu Sento, Rebolo e ainda bato um bolo: o guia para mulher que não precisa de guias de Andrea Cals e Marcela Catunda, da editora Matrix. Um livro de 71 paginas e lível em uma tarde.

 

O pior livro que eu já li, e é provável que continue, pelo menos na temática. Esse livro não faz nem juz ao título inteligente e sugestivo Eu Sento, Rebolo e ainda bato um bolo, metáfora que alude para a poderosa versatilidade feminina (versatilidade essa não encontrada na obra). Na contracapa do livro, está escrito que toda mulher vai rir de si mesma com a leitura, o que é uma inverdade. O humor da Cals e Catunda não é do tipo que em geral as mulheres apreciam: inteligente e fino (elegante). Pelo contrário, é escrachado, grosso e de baixo calão, adjetivos que (des)qualificam o modo como essas escritoras tecem seu desguia.

 

Tratam muito mal os assuntos que se propõem fazer  como: Sexo (trepada), Tamanho de Pênis (assunto pau, mastro ou nabo), Virginidade (A Perda ou vôo do Cabaço), Peito, Bunda, Maternidade, Intestino Preso (Cocô), Relacionamentos e Homens! Realmente não é um guia. Sinceramente escreveria melhor que as duas: chamaria uma outra mulher para escrever comigo ou por que não um homem para abordar diversos assuntos comigo?!

O Livro não tem nem prefácio, prefácio nem sumário ou índice. Um livro mal escrito, com uma péssima produção! As palavras  das outras no ínicio  do livro já definem o livro e o estilo delas, um trecho “Auto ajuda de cu é rola“. Comentar o que ?!

O livro divide-se (mal) em 11 capítulos. O Primeiro é sobre o Tamanho do …Pênis intitulado “Peguei uma minhoca, como dizer que eu queria um nabo” Uma questão de sensibilidade.Lidando com o pênis e suas deformidades.” O tema como colcam as escritoras é ASSUNTO PAU. A deformidade não é do pênis ou do sexo posto( masculino), e sim das autoras que ‘desenvolvem’ ridiculamente esse assunto. Elaboram até tecnicas básicas para saber qual o ‘calibre’ (do pênis) e também para fugir se for fino (pau fino, expressão delas). Há inclusive a  mentalização positiva peniana para homens… (n precisa dizer).Não sei que homem iria aceitar essa espécie de mantra. Nesse capítulo occorre a redução do homem a objeto e a sua genitália!

O segundo, menos pior, talvez o menos pior de todos “Que bunda é essa? Que peito é esse? Que pernas são essas? Inveja do pênis já era. A arte de ser feliz com  esse corpo com o destino lhe reservou “. Trata da maratona que trava uma mulher para ficar linda: escolha da roupa (saia ou calça), bijuterias (ou jóias), protetor solar, a base, a sombra, lápis, barom, rimel e cabelos…Tudo para ficar bela. Cals e Catunda não viajam e ‘denunciam’ a exigência da mídia que impõe um padrão Gisele- linda, Magra e perfeita!

Colocam que o importante é Se Amar e nessa se considerar Linda e Gostosa a ponto de dizer “Eu me comeria”. A necessidade de se Sentir Gostosa, Desejada e Sublime. A Idiotice volta quando falam em Simpatias (argtthh!). A sugestão de seguir a linha “Eu me acho” é passada com o lembrete de que funciona, a explicação dada por elas é: Não há homens lindos com um trubufu a tiracolo?! Trubufu?! Termo grosseiro. O fato de se ver um hojmem lindo com uma mulher não tão linda (que não chame minha atenção) não quer dizer que ela seja feia (e o mais importante, está com o cara!) E a mulher ainda usa esse termo para outra? Por favor…

O negócio , como as autoras dizem é ATITUDE. É preciso ter atitude, pode não ser tudo, mas é 95%. Vale o trecho “Voce é o que você tem. Você é o que você pensa. o que sonha, infelizmente o que você come” e termina  mal com o ridiculo mantra para a inveja da beleza alheia!

O terceiro versa acerca (do pesadelo ou sonho) da Maternidade. Elas por mais que tentem ponderar para uma visão de uma maternidade que não é tudo perfeito e só felicidade, tendenciam para o pesadelo. O capítulo é “Ninguém me disse que ter filho era isso. A verdade sobre os primeiros momentos da Maternidade”

 Continuo depois

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Língua Portuguesa… A Claúdia leite no BBB7

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